JOAQUIM: Por aqui passo. Também costumo estar Debaixo da Ponte ou parar na Ponte a Pé. Volto sempre à Ponte, que é onde eu estou bem, e raramente lá passo a pé. Entretanto muita água vai passando, debaixo da Ponte da Pedra.
INÊS: Os meus posts serão arbitrários, preconceituosos, incoerentes e peremptórios. Quando forem (ou seja: quando eu achar que são). Quando não forem queiram desconsiderar esta advertência.
terça-feira, março 29, 2005
Façam o favor de sair
segunda-feira, março 28, 2005
Viagem à roda do meu nome: De carrinha.
Fiz a primária num colégio chamado Jardim Infantil Luso-Suíço; o mais parecido com mandar as filhas estudar para a Suiça que os meus pais arranjaram. Ia para a escola na carrinha do Sr. Oliveira que tinha como "hospedeira" a D. Arlete (a quem todos nós chamávamos de "Arrelete", sabíamos lá dizer Arlete. ainda hoje não sei se é assim que se escreve, deve ser francês).
O Sr. Oliveira gostava de mim, apesar de eu ser uma terrorista, e convidava-me a sentar à frente, ao pé dele. Eu assim fazia, quase sempre, porque era uma grande distinção. O Sr. Oliveira também tinha a particularidade de, sempre que a viagem ia adiantada em relação aos horários impostos, parar no jardim em frente ao cemitério dos Prazeres e deixar-nos ir brincar por uns 20 minutos, sob a vigilância dele e da D. Arlete. Ele não queria ser, nem era, só o motorista da carrinha. A carrinha do Sr. Vieira nunca teve metade da piada.
Todos os dias, de manhã e à tarde e durante anos a fio, quando eu entrava na carrinha o Sr. Oliveira dizia "Olá Inês, estás cá outra vez?"
quinta-feira, março 24, 2005
Quem gosta?...
segunda-feira, março 21, 2005
É de ir às Almas...
quarta-feira, março 16, 2005
Monte Kilimanjaro sem neve e gelo

O monte Kilimanjaro está sem neve e gelo pela primeira vez nos últimos 11 mil anos. Segundo a organização Climate Change, que distribuiu a fotografia aos ministros da Energia e do Ambiente que estão reunidos em Londres para discutir as alterações climáticas, este facto confirma a rápida mudança em curso sobre o maciço vulcânico, que tem 5892 metros e está situado entre o Quénia e a Tanzânia.

Viagem à roda do meu nome: O chinês
Tinha eu uns seis meses e o meu primo Filipe quase dois anos. Fomos a casa dos meus tios e o Filipe, habituado a ser a coqueluche por ser o mais pequenito, começou a ficar muito incomodado com a atenção que me era dispensada. Preocupado com o seu território, tentou perceber como é que os adultos me chamavam e, às tantas, arriscou indo perguntar aos pais: "aquele bebé chinês hoje dorme cá?"
[isto é o que me contam porque eu não me lembro muito bem]
Estamos no Governo
terça-feira, março 15, 2005
A chegada ao Porto
segunda-feira, março 14, 2005
sexta-feira, março 11, 2005
Mala-Posta de Ponte da Pedra
quinta-feira, março 10, 2005
Entrar no pesadelo
Segunda porta: Olhava com ansiedade para o écran. Estávamos com aqueles presságios terríveis. O médico calado procurava em vão a vida, num coração a bater, como nos meses anteriores, em sessões em tudo idênticas. Não havia! Prometemos voltar, e voltámos, passados uns tempos, a ver um ponto a palpitar naquele écran, recriando as nossas esperanças.
terça-feira, março 08, 2005
Amor aos pedaços

Chico Buarque (1978)
1. Feijoada completa (Chico Buarque)
2. Cálice( Chico Buarque - Gilberto Gil) Participação: Milton Nascimento
3. Trocando em miúdos (Chico Buarque - Francis Hime)
4. O meu amor (Chico Buarque) Interpretação: Elba Ramalho / Marieta Severo
5. Homenagem ao malandro (Chico Buarque)
6. Até o fim (Chico Buarque)
7. Pedaço de mim (Chico Buarque) Interpretação: Zizi Possi
8. Pivete (Chico Buarque - Francis Hime
9. Pequeña serenata diurna (Silvio Rodriguez)
10. Tanto mar (Chico Buarque)
11. Apesar de você (Chico Buarque)
Pequenos nadas

Sérgio Godinho - Pano-Cru (1978)
1. A Vida É Feita de Pequenos Nadas
2. O Primeiro Dia
3. O Galo É o Dono dos Ovos
4. Balada da Rita (do Filme "Kilas, o Mau da Fita")
5. Venho Aqui Falar
6. Lá Isso É
7. Feiticeira
8. O Homem-Fantasma
9. 2.o Andar, Direito
10. Pano-Cru
segunda-feira, março 07, 2005
Almas censuradas

José Mário Branco - Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades (1971)
1. Abertura (Gare d'Austerlitz)
2. Cantiga para pedir dois tostões
3. Cantiga do fogo e da guerra
4. O charlatão
5. Queixa das almas jovens censuradas
6. Nevoeiro
7. Mariazinha
8. Casa comigo Marta
9. Perfilados de medo
10. Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
sábado, março 05, 2005
Discos com histórias
sexta-feira, março 04, 2005
O outro "Malandro"
Kurt Weill - Bertolt Brecht (versão livre de Chico Buarque 1977/78)
O malandro/Na dureza
Senta à mesa/Do café
Bebe um gole/De cachaça
Acha graça/E dá no pé
O garçom/No prejuízo
Sem sorriso/Sem freguês
De passagem/Pela caixa
Dá uma baixa/No português
O galego/Acha estranho
Que o seu ganho/Tá um horror
Pega o lápis/Soma os canos
Passa os danos/Pro distribuidor
Mas o frete/Vê que ao todo
Há engodo/Nos papéis
E pra cima/Do alambique
Dá um trambique/De cem mil réis
O usineiro/Nessa luta
Grita(ponte que partiu)
Não é idiota/Trunca a nota
Lesa o Brasil/Do Brasil
Nosso banco/Tá cotado
No mercado/Exterior
Então taxa/A cachaça
A um preço/Assustador
Mas os ianques/Com seus tanques
Têm bem mais o/Que fazer
E proíbem/Os soldados
Aliados/De beber
A cachaça/Tá parada
Rejeitada/No barril
O alambique/Tem chilique
Contra o Brasil/Do Brasil
O usineiro/Faz barulho
Com orgulho/De produtor
Mas a sua/Raiva cega
Descarrega/No carregador
Este chega/Pro galego
Nega arreglo/Cobra mais
A cachaça/Tá de graça
Mas o frete/Como é que faz?
O galego/Tá apertado
Pro seu lado/Não tá bom
Então deixa/Congelada
A mesada/Do garçom
O garçom vê/Um malandro
Sai gritando/Pega ladrão
E o malandro/Autuado
É julgado e condenado culpado
Pela situação
Outra coisa
Estava a contar com uma coisa mais negra, dramática e violenta, com um humor essencialmente irónico. Era assim que imaginava a representação e acho que o filme também transmitiu essa imagem.
Acabou por ser um bocado revisteiro. Eu gostei, mas como se fosse outra coisa que não a "minha" Ópera do Malandro.
[Vamos lá ver se consigo pôr isto a tocar. Copiei quando passou por aqui.]
O Malandro revisitado

Melhor que nunca!
Só é pena que a audiência já tenha mais de 50, sinal de que o tempo não pára.
Ah, o amor! Como anda arredado das nossas vidas, ocupadas com coisas fúteis. E o desejo, onde se alimenta? Sim, porque o pecado mora sempre ao lado!
Da Ópera do Malandro, diz-se que é o melhor espectáculo musical: «Tem tudo, humor sem ser grotesco, romantismo, realismo, sentido de oportunidade, política. Esta é que é a Arte Total de Wagner, a total kunst ...», e ainda uma espécie de oráculo sobre os tempos vindouros: «Ali se vê o passado a ser enterrado pelo futuro que se adivinhava – aquele hedonismo marginal a ser substituído por outros ‘malandros’ executivos, com mais poder e mais incompetentes».
sexta-feira, fevereiro 25, 2005
Histórias da minha terra

Rosas no meio do laranjal

segunda-feira, fevereiro 21, 2005
Obrigado a todos!
sexta-feira, fevereiro 18, 2005
A Avó perdeu a cabeça!
quinta-feira, fevereiro 17, 2005
O País está a crescer
A coisa aqui tá preta
Meu caro amigo me perdoe, por favor
Se eu não lhe faço uma visita
Mas como agora apareceu um portador
Mando notícias nessa fita
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Muita mutreta pra levar a situação
Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça
E a gente vai tomando que, também, sem a cachaça
Ninguém segura esse rojão
Meu caro amigo eu não pretendo provocar
Nem atiçar suas saudades
Mas acontece que não posso me furtar
A lhe contar as novidades
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
É pirueta pra cavar o ganha-pão
Que a gente vai cavando só de birra, só de sarro
E a gente vai fumando que, também, sem um cigarro
Ninguém segura esse rojão
Meu caro amigo eu quis até telefonar
Mas a tarifa não tem graça
Eu ando aflito pra fazer você ficar
A par de tudo que se passa
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Muita careta pra engolir a transação
E a gente tá engolindo cada sapo no caminho
E a gente vai se amando que, também, sem um carinho
Ninguém segura esse rojão
Meu caro amigo eu bem queria lhe escrever
Mas o correio andou arisco
Se permitem, vou tentar lhe remeter
Notícias frescas nesse disco
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
A Marieta manda um beijo para os seus
Um beijo na família, na Cecília e nas crianças
O Francis aproveita pra também mandar lembranças
A todo o pessoal
Adeus
quarta-feira, fevereiro 16, 2005
Milagre?
segunda-feira, fevereiro 14, 2005
O "Brilhantinas"
sábado, fevereiro 12, 2005
Outras confusões antigas
sexta-feira, fevereiro 11, 2005
O suspeito do costume
Sou viciada em trocadilhos e a culpa, tal como no infame caso das orelhas desniveladas, é do meu pai.
Uma pessoa - não é - chega à sala ou assim, pergunta: “Já começou o Dallas?” e respondem-lhe: “Não, ainda estão a tirá-las.”. Ora, isto desde tenra idade é coisa para afectar a evolução da morfologia neurológica de um indivíduo, para além de já existir certamente uma predisposição genética.
Assim, ao fim de uns largos anos, as palavras tornam-se motivo de grande desconfiança. Quando o Herman disse “a língua portuguesa é muito traiçoeira”, nós lá em casa já o sabíamos há muito tempo. Então, sub-repticiamente, o hábito entranha-se e caímos também no vício dos trocadilhos. Damos por nós a atazanar os irmãos mais novos:
quinta-feira, fevereiro 10, 2005
Confusões recentes
"Pai, a febre está torta..."
"O quê?!..."
"Está torta..."
Pensava eu: estará a delirar?
Não, era o termómetro que não estava bem no sítio...
quarta-feira, fevereiro 09, 2005
Terceiro mundo

Incubadora Fevereiro 2005

sexta-feira, janeiro 28, 2005
Filha sofre...
Fiat 600 D, idêntico ao adquirido pelo teu pai, em 1970, em segunda mão, por 12 contos, e que foi um autêntico laboratório de aulas práticas de mecânica automóvel

quinta-feira, janeiro 27, 2005
O meu pai é o melhor condutor do mundo
Sem exagero nenhum. É a verdade. É assim mesmo.
Um dia, tinha eu uns 14 ou 15 anos, íamos a passar de carro pela Av. João XXI e o meu pai diz: “foi ali que tirei a carta de condução”. Fiquei estupefacta. Nunca me tinha ocorrido: houve alguém que ensinou o melhor condutor do mundo a conduzir! Pensei (e disse?) que esse facto tinha de ser utilizado no marketing daquela escola de condução. Cheguei a pensar que deviam dar um certificado qualquer ao instrutor. Estava determinada a ter ali as minhas aulas. Mas não. Tirei a carta no ACP. Passei à quarta no exame de estrada. Uma vergonha para alguém com tão bons genes.
quarta-feira, janeiro 26, 2005
Aqui Jazz
Frases com história
quarta-feira, janeiro 19, 2005
segunda-feira, janeiro 17, 2005
Ribeira da Serra
O rio da minha aldeia
O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.
O Tejo tem grandes navios
E navega nele ainda,
Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,
A memória das naus.
O Tejo desce de Espanha
E o Tejo entra no mar em Portugal.
Toda a gente sabe isso.
Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia
E para onde ele vai
E donde ele vem.
E por isso porque pertence a menos gente,
É mais livre e maior o rio da minha aldeia.
Pelo Tejo vai-se para o Mundo.
Para além do Tejo há a América
E a fortuna daqueles que a encontram.
Ninguém nunca pensou no que há para além
Do rio da minha aldeia.
O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.
Quem está ao pé dele está só ao pé dele.
(do "Guardador de Rebanhos" - Alberto Caeiro)
domingo, janeiro 16, 2005
sábado, janeiro 15, 2005
A Solução
sexta-feira, janeiro 14, 2005
Onde está o contador?
segunda-feira, janeiro 10, 2005
Os estagiários
sexta-feira, janeiro 07, 2005
quarta-feira, janeiro 05, 2005
De Mao a Piao

Mao Tsé Tung por Andy Warhol
Lost in translation
Women and sardines, you want them to be small
Head of rotten garlic
Past waters don't power mills
Dog that barks doesn't bite
From very small the cucumber is bent
It's the color of a donkey on the run
There's a Moor on the coast...
From Spain, neither good wind nor good marriage [will come]
This is too much sand for my truck
Friends friends, business aside
Here they're made, here they're paid
Tell me with whom you hang around, I'll tell you who you are
I'm in the inks
You are here you are eating
Trust the Virgin and don't run...
Go make a turn
You're letting water in...
Monkeys bite me...!
Bad Mary...
He doesn't give one for the box
Don't sand me!
God gives nuts to those who don't have teeth...
Fish don't pull wagons
By the yes by the no...
Rays break me!
If you don't put a stick on yourself...
Donkey's voices don't reach the heavens
Old donkey doesn't learn languages
In a house where there's no bread, everyone shouts and no one is right
At night all cats are gray
There's no beauty without an if
(at http://tagide.com/pt-idioms.html)
Minuciosa formiga
não tem que se lhe diga:
leva a sua palhinha
asinha, asinha.
.
Assim devera eu ser
e não esta cigarra
que se põe a cantar
e me deita a perder.
.
Assim devera eu ser:
de patinhas no chão,
formiguinha ao trabalho
e ao tostão.
.
Assim devera eu ser
se não fora não querer.
.
(Alexandre O'Neill)
Alexandre O'Neill
Inicia os seus estudos em 1932. Em 1946 sai de casa dos pais devido a conflitos familiares e vai viver para casa do tio materno. Em 1948 surgem as primeiras manifestações públicas de interesse pelo fenómeno poético. O'Neill surge então como um dos fundadores do Movimento Surrealista de Lisboa.
O'Neill, tal como a maioria dos artistas portugueses não pôde viver da sua Arte. Afirmava «viver de versos e sobreviver da publicidade». Vasto foi o seu currículo, onde constam diversas colaborações para jornais, revistas, televisão etc.
Segundo rezam as biografias, O'Neill conquistava facilmente corações. Eis uma precária biografia dos seus amores e desamores:
Conheceu em finais de 1949 (a par do começo da aventura surrealista) Nora Mitrani, o seu amor dorido. A 27 de Dezembro de 1957 casa com Noémia Delgado e cerca de dois anos depois nasce o filho do casal - Alexandre Delgado O'Neill. Divorciam-se em 15/01/1971.
Em Agosto do mesmo ano casa com Teresa Patrício Gouveia e em 1976 nasce o seu segundo filho - Afonso. O divórcio acontece em 20 de Fevereiro de 1981.
Entre 1980 e 1986, O'Neill viveu mais uma paixão que o acompanhou até ao últimos dias da vida - Laurinda Bom.
(em http://www.citi.pt/cultura/literatura/poesia/oneill)
terça-feira, dezembro 28, 2004
Filhos de um Deus menor
Nas varandas e nos andares superiores dos hotéis os que estão bem na vida filmam e fotografam a tragédia, que vêmos confortáveis nos nossos sofás, em frente à lareira, em écrans LCD ou plasma.
Estes povos sem futuro, os seus velhos e as suas crianças espiam assim os nossos pecados?
Não ao desemprego
quinta-feira, dezembro 23, 2004
A golpada
Diz o ministro do governo demissionário: "agarrem-me que eu demito-me".
E o primeiro-ministro está condenado a dar "total confiança" à campanha eleitoral que os ministros do PP descoligado já começaram a fazer aproveitando-se desses mesmos cargos.
quarta-feira, dezembro 22, 2004
terça-feira, dezembro 21, 2004
O Meu Barbeiro
segunda-feira, dezembro 20, 2004
O mundo visto do Colombo - A Era da Retoma
.
A nossa balança comercial está um desastre, importamos tudo o que estamos a comprar. Não produzimos nada que se venda a bom preço no estrangeiro.
Hábitos de consumo dos portugueses dependentes da oferta exterior
Mas estamos a viver a invisível retoma, a caminho das eleições. Durante quanto tempo? Até ao Carnaval? À Páscoa?
Garantia do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações
.
Toma lá Retoma!
quarta-feira, dezembro 15, 2004
Voltando ao Mexia
Norman Foster Connection
Uma "escultura na paisagem"
Gosto mesmo destas coisas:

"A ponte mais alta do mundo, localizada no Sul de França, foi inaugurada ontem pelo Presidente da República do país, Jacques Chirac. O viaduto, construído em tempo recorde, tem um comprimento de perto de 2,5 quilómetros e atinge uma altura de 343 metros, mais do que a Torre Eiffel, em Paris."

"Concebida pelo arquitecto britânico Norman Foster, a ponte faz a ligação por auto-estrada entre o maciço central francês e a fronteira espanhola, permitindo descongestionar o trânsito no Sudoeste de França, sobretudo durante o Verão."
[aqui]
sábado, dezembro 11, 2004
Anadia já é cidade
sexta-feira, dezembro 10, 2004
A Situação Política
Daqui desta Lisboa
Daqui, desta Lisboa compassiva,
Nápoles por Suíços habitada,
onde a tristeza vil, e apagada,
se disfarça de gente mais activa;
.
Daqui, deste pregão de voz antiga,
deste traquejo feroz de motoreta
ou do outro de gente mais selecta
que roda a quatro a nalga e a barriga;
.
Daqui, deste azulejo incandescente,
da soleira da vida e piaçaba,
da sacada suspensa no poente,
do ramudo tristôlho que se apaga;
.
Daqui, só paciência, amigos meus!
Peguem lá o soneto e vão com Deus...
.
(Alexandre O'Neill)
quinta-feira, dezembro 09, 2004
Querida Madalena:
Já o teu avô dizia, nos idos de 80, que se musicassem os programas curriculares de Matemática, Geografia, História e outros, eu seria a melhor aluna de todos os tempos. Como ninguém se lembrou de o levar à prática, fiquei-me por razoável aluna de inglês. É verdade que tenho uma certa pancada por letras de músicas.
Por outro lado, também não é lá muito original dedicar-te estes versos. Mas o que realmente interessa é que constituem a melhor formulação dos meus desejos para a tua vida.
quinta-feira, dezembro 02, 2004
segunda-feira, novembro 29, 2004
Que um fraco Rei faz fraca a forte gente
Ouvi um discurso do primeiro-ministro (não foi de propósito) em que o próprio se comparou a um prematuro numa incubadora a quem os irmãos mais velhos tratam ao murro e ao pontapé, quando se esperaria que o acarinhassem. Sem dúvida o choradinho mais imaginativo de sempre; a merecer a melhor atenção dos cartoonistas do país.
sábado, novembro 27, 2004
Ainda não estais farta ó forte gente?
(Vede da natureza o desconcerto!),
Remisso e sem cuidado algum, Fernando,
Que todo o Reino pôs em muito aperto;
Que, vindo o Castelhano devastando
As terras sem defesa, esteve perto
De destruir-se o Reino totalmente;
Que um fraco Rei faz fraca a forte gente.
...
Luis de Camões, Lusíadas, Canto III, 138
sexta-feira, novembro 26, 2004
E agora
Para não ser só comboios para lá e comboios para cá, deixo aqui a foto dum gajo giro que, por acaso, até me faz lembrar outro gajo giro que está para ser pai:
segunda-feira, novembro 22, 2004
Nos carris vão dois comboios parados...
P’ra outra margem
Desafio pairando sobre o rio
A ponte é uma miragem …”
sexta-feira, novembro 19, 2004
sexta-feira, novembro 12, 2004
Quadras do Aleixo
de mágoas e agonias
vem outro alegre e risonho:
são assim todos os dias.
Quem prende a água que corre
É por si próprio enganado;
O ribeirinho não morre,
Vai correr por outro lado.
quinta-feira, novembro 11, 2004
Recordando um São Martinho em 1965
Ligado a um ritual de origem religiosa, o dia do Santo Bispo de Tours (São Martinho), está historicamente associado à abertura e prova do vinho da última vindima (No dia de São Martinho vai à adega e prova o vinho).
Neste dia, assam-se castanhas, bebe-se vinho, água-pé e jeropiga, e há quem o faça à volta de uma fogueira ao ar livre.
O Verão de São Martinho:
Num dia tempestuoso, ia São Martinho, então valoroso soldado romano, montado no seu cavalo, quando viu um mendigo, tremendo de frio, que lhe estendia a mão suplicante. São Martinho não hesitou, parou o cavalo, e com a espada cortou ao meio a sua capa de militar, dando metade ao mendigo. Apesar de mal agasalhado e sob chuva intensa, preparava-se para continuar o seu caminho, quando, subitamente, a tempestade se desfez, o céu ficou límpido e um sol de Verão inundou a terra de luz e calor. Deus, para que não se apagasse da memória dos homens o acto de bondade praticado pelo Santo, todos os anos, nesta mesma época, faz cessar por alguns dias o tempo frio e o céu e a terra sorriem com a benção dum sol quente e miraculoso.
(Adaptado de Magusto - S. Martinho )
quarta-feira, novembro 10, 2004
Argumentando em Maio de 1974
Quando no silêncio das noites de luar
ia uma estrela pelos céus a correr
dizia minha mãe de mãos erguidas
Deus te salve por bem
Desde então quando vejo que um homem
deixa a terra onde infeliz nasceu
e fortuna busca noutras praias digo
que te leve Deus também
Não o acuso coitado não o acuso
nem lhe rogo pragas nem castigos
nem de que é dono de escolher, me esqueço
o que lhe convier
Porque quem deixa o seu país natal
e fora dos seus caminhos põe os pés
e se troca o certo pelo incerto
motivos há-de ter
(Poema de Curros Henriquez, cantado por Adriano Correia de Oliveira, com música de José Niza)
terça-feira, novembro 09, 2004
Aos princípios
Liberdade - de cada um determinar a sua vida, assumir a responsabilidade para poder ser livre, não se deixar condicionar pelo politicamente correcto.
Justiça - as regras da sociedade, somos um produto da sociedade, aprender a viver com os outros, não ser como o homem invisível, as pessoas valem por si e não apenas enquanto são úteis.
Ao fim da tarde é uma estopada ouvir os princípios que devem orientar a educação dos filhos, mas sai-se com a cabeça cheia...
Passeio de bicicleta
quarta-feira, novembro 03, 2004
Os filhos crescem num instante
terça-feira, novembro 02, 2004
Fomos comer leitão
sexta-feira, outubro 29, 2004
TGV sobre 2, e o que adiante se verá
...
Governo põe o pé no travão
quinta-feira, outubro 28, 2004
O TGV na Ponte 25 de Abril - Ficção e realidade ou a teoria da bi-bitola
No verão passado
domingo, outubro 24, 2004
Que horas são?
Há expressões que nos fazem recordar que somos mais antigos.
sábado, outubro 23, 2004
sexta-feira, outubro 22, 2004
Túnel ferroviário de Campolide
«Problema estrutural detectado pelo LNEC acarreta risco de abatimento.»
err...sugerem-me alguma coisa? pézinhos de lã?
quinta-feira, outubro 21, 2004
Então o TGV não era para ir mais depressa daqui para fora?
TGV na Ponte 25 de Abril, ora aí está um must. Para mim só a Ponte a pé!
Personal trainers... digo... teachers
quarta-feira, outubro 20, 2004
Colectânea de argoladas desordenadas - Parte I
Souto Moura criticou o MP no caso Casa Pia (em frente ao espelho?)
António Mexia recua nos benefícios ao passe (não sei se passe ou se não passe)
Gomes da Silva disse que havia uma cabala Expresso, Público, MRS (mas que não tinha provas)
No país dos pategos
quarta-feira, outubro 13, 2004
O mundo visto do Colombo - A Era dos decotes generosos
terça-feira, outubro 12, 2004
O Banho
Sempre que vejo o original de um quadro do Lichtenstein, coisa que me aconteceu pela segunda vez na vida há uma semana atrás, fico a olhá-lo durante meia hora (exagero), fascinada por constatar que existe realmente óleo e tela naquele quadro. Aquilo não é um print saído de uma impressora a cores. Extraordinário.
[mais uma vez faço notar que associar "o banho" a "lichtenstein" não é coincidência]
sábado, outubro 09, 2004
quinta-feira, outubro 07, 2004
A outra esquerda
No final de cada viagem repetia sempre a mesma frase ao microfone: “saída pela esquerda, por favor”, enquanto se certificava que as suas indicações eram seguidas no abandono dos lugares. Apercebendo-se de duas ou três pessoas que pretendiam sair pelo lado direito, repetiu: “saída pela esquerda, pela esquerda, por favor” mas nada, não surtiu efeito. Até que adoptou a via que se veio a revelar eficaz, fazendo-se ouvir pelos altifalantes: “saída pela outra esquerda, por favor”.
[Este post não é uma historieta passada na montanha russa «wild wild west» do parque da «Warner Bros»; é obviamente uma metáfora sobre o novo partido socialista.]
quarta-feira, outubro 06, 2004
O Parque
No Sábado experimentei a pior montanha russa onde já alguma vez andei, de seu nome «stunt fall». Quer isto dizer que andei na melhor montanha russa de todas as que conheço. Há que estar a par do meu currículo nesta matéria para saber que esta apreciação vem de uma especialista. No entanto, receio ter sido parcialmente sugestionada por um elemento psicológico, o que é contrário aos meus rigorosos critérios de avaliação. Sucede que a viagem anterior à minha foi interrompida a meio – repito: a meio - e que, sob o meu olhar atento, todos os “passageiros” foram evacuados. Claro que os funcionários repetiam: “é normal, rotina” mas o número de interessados naquela atracção decresceu de forma acentuada. Eu fiquei e fiquei com a impressão de ter andado na melhor montanha russa de sempre.














