segunda-feira, agosto 29, 2005

Parabéns Inês


Gostamos todos muito de ti!

terça-feira, agosto 23, 2005

Verão 2005

Se tiverem paciência para esperar podem ver como nos divertimos!
(Entretanto é melhor parar a música de fundo na coluna do lado direito)



Maré cheia

Ria adentro pela placa de cimento, a caminho da praia. O percurso muda todos os dias.

sexta-feira, agosto 19, 2005

Olha uma nêspera

RIFÃO QUOTIDIANO

Uma nêspera
estava na cama
deitada
muito calada
a ver
o que acontecia

chegou a Velha

e disse
olha uma nêspera
e zás comeu-a

é o que acontece
às nêsperas
que ficam deitadas
caladas
a esperar
o que acontece

Mário-Henrique Leiria, Novos Contos do Gin

Acabou o Verão?


José Malhoa, Praia das Maçãs, 1918

quinta-feira, agosto 18, 2005

De frente!


Canaletto, Palazzo Ducale and the Piazza di San Marco, 1755

Casamento



“Na riqueza e na pobreza, no melhor e no pior, até que a morte vos separe.”
Perfeitamente.
Sempre cumpri o que assinei.
Portanto estrangulei-a e fui-me embora.

terça-feira, agosto 16, 2005

Afinal estava a brincar...


De costas?!...
Como se pode ver na imagem acima se a cúpula maior da igrega de La Salute aparece à esquerda a foto nunca pode ter sido tirada de costas para São Marcos, mas sim de um ponto na zona inferior da imagem, do lado esquerdo do canal mais estreito.
Afinal, farta dos enquadramentos de Canaletto, resolveu-se por uma graçola e eu pedagógico a investigar o disparate...

Tony Carreira

O concerto no Pavilhão Atlântico comemorativo de 15 anos de carreira é um espectáculo! Quero lá saber dos U2, este é um artista português de qualidade que produz divertimento para dezenas de milhar de portuguesas, que o aplaudem delirantemente.

Vistas


Perspectiva da espreguiçadeira: uma piscina, uma ria e um mar. Ali no lado direito ainda dá para ver um cantinho da cúpula de S. Marcos.

sexta-feira, agosto 05, 2005

Nas malhas do Fisco

Finalmente fomos apanhados! O IMI pago fora do prazo em dois anos sucessivos bloqueou a devolução do IRS este ano. Comprovado que foi que os pagamentos foram efectuados, vai ser doloroso fazer O SISTEMA reconhecer que já não devemos nada. Agora vai ser bonito para reaver a massa, por causa do cálculo dos jurozitos de dois ou três mezitos de atraso, a 1% ao mês, uma fortuna! E não é que a nossa jurista especializada em Fiscal vai cair na mesma rede. Pois é, apesar de ainda não ter sido liquidado o IRS (felizmente não tem só rendimentos por conta de outrém) lá tem as duas execuções fiscais à espera. Ai se os jornais descobrem lá se vão as hipóteses ministeriáveis...

terça-feira, agosto 02, 2005

Fintando a Crise, ou a Crise vista do Colombo

No primeiro dia de férias levamos os miúdos e vamos ao Colombo. Vamos almoçar ao Mac Donald, aproveitamos e fazemos as compras no supermercado. No segundo dia ficamos em casa, depois logo se vê...
(a fila na Calçada de Carriche continua na mesma no primeiro dia de Agosto, o parque de estacionamento do Colombo rebenta pelas costuras)

sexta-feira, julho 08, 2005

São Marcos VI (agora de costas)

Inês, Abril de 2003

São Marcos V

Inês, Abril de 2003

terça-feira, julho 05, 2005

São Marcos IV


Canaletto, Piazza San Marco Looking South-East, 1735-40

São Marcos III


Canaletto, Piazza San Marco with the Basilica, 1730

sábado, julho 02, 2005

São Marcos II


Canaletto, The Piazzetta, 1733-1735

São Marcos I


Canaletto, Piazza San Marco, Looking toward San Geminiano, 1735

sexta-feira, julho 01, 2005

Sítios onde todos já estivemos

A propósito de Champalimaud vem Canaletto (Giovanni Antonio Canal) e deste... Veneza, onde todos já estivemos e ninguém retratou como ele. Vejam lá...
Para saber o que é o Bucintoro ver aqui.

quinta-feira, junho 30, 2005

São cinco!

O meu post anterior foi completado para que não restem dúvidas de que são cinco. A minha encantadora esquecida publicou esta foto magnifica, em que eu, por volta dos cinco anos, ensaio à carga a minha camioneta de madeira, que, contou-me alguém pesaroso, destruí (desconstruí) completamente.

Parabéns, Kim!

De onze em onze


Canaletto (Giovanni Antonio Canal), The Campo di Rialto, 1758-63

Aos 11, morava por cima da estação dos CTT, andava no colégio, não ía para a praia nas férias por causa da poupança para construir a casa (naquele tempo os empréstimos obtinham-se na família porque uma hipoteca da casa era a vergonha social)
Aos 22, já estava casado, uma filha pequena (outra viria encantar-me um ano depois), vivia em Campolide, quase a acabar o curso, part-time nos CTT (não era a colar selos)
Aos 33, outra vez casado, T1 na Graça, mais um bébé, um rapaz, a ver os eléctricos a passar, trabalhava na ferrugem (também faziam comboios em inox)
Aos 44, definitivamente ajuntado, outro menino, bem comportado, apartamento desafogado no Infantado, andava pelas feiras (nada que se compare com ciganos)
Aos 55, ajuntamento continuado, prometendo eternizar-se, “chalet” na Ponte, mais uma menina rabina, metido em engenharias (aspirando a empresário)

segunda-feira, junho 27, 2005

Nos desenhos da Escola

O MEU PAI... Dá muitos beijinhos, dá palmadas quando eu me porto mal e joga futebol (?) (2005-03-17).
EU GOSTO DA MÃE... Porque é muito querida e dá-me beijinhos (2005-04-28).

sexta-feira, junho 17, 2005

Da minha aldeia


Sandro Botticelli, Birth of Venus, 1482 (Andy Warhol )

Da minha aldeia veio quanto da terra se pode ver no Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não, do tamanho da minha altura...
Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe
de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos
nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.


Alberto Caeiro ou Fernando Pessoa -
O Guardador de Rebanhos

sexta-feira, junho 03, 2005

Na fase holandesa


Berckheyde, Gerrit Adriaensz - The Bend in the Herengracht near the Nieuwe Spiegelstraat in Amsterdam 1672

quinta-feira, junho 02, 2005

NÃO?


Heyden, Jan van der - The New Town Hall in Amsterdam after 1652

Estes senhores dizem Não porque sim! Porque andam de bicicleta, comem queijo e vêm passar férias a Portugal quando lhes apetece.
Nós diremos Sim, porque não? Queremos andar de BMW, comer marisco e ir passar férias a Cuba.

quinta-feira, maio 19, 2005

Twilight zone

Recebi ontem uma carta da Polícia de Segurança Pública, Comando Metropolitano de Lisboa, com o seguinte teor: “Informa-se V. Exa. que relativamente ao acidente de viação ocorrido no dia 14SET04, em que foram intervenientes os veículos com as matrículas [nunca-ouvi-falar] e [a-do-meu-carro], poderá V. Exa. reclamar os danos na companhia seguradora Real Seguros onde a viatura por vós indicada se encontra segura sob a apólice nº 90308142 (...).”.

Pergunto: será possível sermos intervenientes em acidente de viação, participarmos a matrícula do outro à Polícia, e ainda assim não nos lembrarmos de nada? Para não falar da ausência de escoriações no nosso veículo...? hmm, não me parece.

Twilight zone (preâmbulo)

Há seis anos, recebi uma carta do Comando da PSP de Angra do Heroísmo na qual se solicitava a identificação do condutor que, no dia 05 de Fevereiro de 1999, pelas 09h12m, conduzia o veículo com a matrícula daquele que era então meu carro, em Grota do Vale, S. Bento, Angra do Heroísmo, e em excesso de velocidade.

Respondi esclarecendo que: “nunca o referido veículo circulou em Angra do Heroísmo (ou em qualquer outro local dos Açores), conduzido por quem quer que fosse.”.

segunda-feira, maio 16, 2005

MBO

De vilão a cidadão, de empregado a patrão? Continuo a não perceber se nós é que torcemos o destino ou se é o destino que nos torce a nós... e ao pepino! (ah! é o menino que torce o pepino?)

quinta-feira, maio 12, 2005

Donna Maria

Entre Astor Piazzolla e Tony de Matos, num ambiente de "Kilas, o mau da fita", têm uma pequena artista (um metro e meio) e um grande som. Vem com um CD + DVD!

quarta-feira, maio 04, 2005

Curiosidade

Da prelecção de ontem, ao fim da tarde, no colégio, fica uma pequena história dos dias de hoje.
Pergunta um miúdo para outro: "Lá na tua casa tens criada ou tens avó?"

sexta-feira, abril 29, 2005

O fabuloso mundo da audimetria (3)

Em virtude de uma semana excepcionalmente preenchida, constato que o meu televisor não é ligado há 96 horas. Se lerem qualquer informação do género: “um em cada mil portugueses não vê televisão”, não acreditem. É conjuntural.

O fabuloso mundo da audimetria (2)

Claro que também existem imensas vantagens! Ao fim de seis meses de colaboração posso solicitar a chaleira eléctrica a que tenho direito. Isto para mencionar apenas um dos fantásticos brindes disponíveis no catálogo.

O fabuloso mundo da audimetria

São mil os lares portugueses sujeitos à medição das audiências de televisão. O meu é, desde sexta-feira passada, um deles.

Fui submetida a interrogatórios extensos, abrangendo todos os aspectos da minha vida, em duas entrevistas telefónicas e mais duas entrevistas presenciais. Tem animais domésticos? Plantas? Familiares ou amigos empregados em canais de televisão? E muitas outras mais complicadas. Tinha esperança de chumbar em algum requisito mas não. Nem serviu de nada dizer “olhe que eu quase não vejo televisão”.

Houve duas advertências que me fizeram querer mandar esta minha colaboração graciosa para as urtigas: “não terá de suportar quaisquer custos” (devo agradecer a quem?); e “temos de abrir o televisor e o vídeo mas o nosso equipamento não danifica os aparelhos nem afecta a qualidade da transmissão.” (não me diga que vai ser possível continuar a ver televisão?). Mas calei-me e o processo seguiu em frente. Outras questões menores como não poder mudar de casa, nem de televisor, nem alterar o número de residentes no lar, não me preocuparam demasiado.

A instalação demorou cerca de duas horas e meia. Consegui negociar o especial favor de não assistir à montagem do equipamento, embora não tenha sido possível furtar-me a receber, de imediato, explicações detalhadas sobre o seu funcionamento: accionamento, identificação do telespectador e tudo o resto que já não me lembro.

Fica de aviso para o caso de receberem uma chamada da Marktest e também para que se saiba que os dados das audiências são obtidos à custa do esforço e dedicação de cidadãos anónimos.


segunda-feira, abril 25, 2005

Liberdade (hoje na avenida)

Image hosted by TinyPic.com

[Esperar uns 20/30 segundos, até começar a ouvir as botas a marchar na gravilha.]

quarta-feira, abril 20, 2005

I love you, you pay my rent... (é fácil, ele é assim fácil)

(tradução automática no Google)
Lyrics Dos Meninos Da Loja De Animal de estimação
(outra vez... ooooh outra vez... outra vez... ) Você veste-me acima, mim é seu fantoche Você compra-me coisas, mim ama-o Você traz-me o alimento, mim necessita-o Você dá-me o amor, mim alimenta-o E olhar nos dois de nós no sympathy Com tudo nós vemos Eu nunca quero qualquer coisa, ele sou fácil Você compra o que quer que eu necessito Mas olhar em minhas esperanças, olhar em meus sonhos A moeda corrente que nós gastamos (ooooh) eu te amo, oh, você pagam meu aluguel (ooooh) eu te amo, oh, você pagam meu aluguel Você phone me na noite no hearsay E comprado me caviar Você fêz exame de me a um restaurante fora de broadway Para dizer-me que você é Nós o never-ever discute, nós nunca calculamos A moeda corrente que nós gastamos (ooooh) eu te amo, oh, você pagam meu aluguel ...Eu sou seu fantoche Eu amo-o E olhar nos dois de nós no sympathy E às vezes ecstasy As palavras significam assim pouco, e o dinheiro mais menos Quando você se encontrar ao lado de mim Mas olhar em minhas esperanças, olhar em meus sonhos ... Olhe minhas esperanças, olhe meus sonhos ...(ooooh) eu te amo, você pagam meu aluguel (é fácil, ele é assim fácil) (ooooh) ...

terça-feira, abril 19, 2005

Hoje como Ontem

Um dia, na escola primária, ao ver uma grande fila avançar para uma senhora que fazia com uma caneta uns riscos no braço, dos quais saía sangue, e chegada a minha vez, disse que a minha mãe não queria que eu fosse vacinado. Pura ilusão, apenas adiou uns dias o sacrifício.
Ontem uma menina que eu cá sei trouxe a bata para casa, o que não acontece no dia anterior à natação. Disse à professora que como estava rouca e com tosse não podia ir à natação. Parece que não gosta de dar mergulhos sem bóias. Hoje, mais conformada, lá levou a bata com indicação de que a tinha trazido por engano.

segunda-feira, abril 18, 2005

Olha, alembrou-se-me

PASTELARIA

Afinal o que importa não é a literatura
nem a crítica de arte nem a câmara escura

Afinal o que importa não é bem o negócio
nem o ter dinheiro ao lado de ter horas de ócio

Afinal o que importa não é ser novo e galante
- ele há tanta maneira de compor uma estante

Afinal o que importa é não ter medo: fechar os olhos frente ao precipício
e cair verticalmente no vício

Não é verdade rapaz? E amanhã há bola
antes de haver cinema madame blanche e parola

Que afinal o que importa não é haver gente com fome
porque assim como assim ainda há muita gente que come

Que afinal o que importa é não ter medo
de chamar o gerente e dizer muito alto ao pé de muita gente:
Gerente! Este leite está azedo!

Que afinal o que importa é pôr ao alto a gola do peludo
à saída da pastelaria, e lá fora – ah, lá fora! – rir
de tudo

No riso admirável de quem sabe e gosta
ter lavados e muitos dentes brancos à mostra


(in «Nobilíssima Visão», Mário Cesariny)

Pastelaria

[ou Não era uma pata de veado, se faz favor]

O que fazer quando os únicos bolos que se consegue identificar são palmiers e mil-folhas, e não nos apetece nem uma coisa nem outra? E quando se confunde sistematicamente merendinhas com milanezas, tendo, porém, a certeza que não gostamos mesmo nada de uma das referidas variedades? Aponta-se, claro. Não há problema nenhum.

Assim fiz eu: dedo esticado do lado de cá da vitrina. Depois desinteressei-me do processo de embrulho e fiquei a olhar para o ar. Até que, ao meu lado, uma voz preocupada murmurou: “a senhora não pediu uma pata de veado, pois não?”. “Err... eu queria um destes aqui” – voltei a apontar. “Pois, um jesuíta. É que o empregado está a embrulhar-lhe uma pata de veado”.

A solução, parece-me, passa por descer mais um quarteirão e comprar uma sandes.

Fora do mundo?...

Pois é, lá estou eu outra vez a dar-lhe!

domingo, abril 17, 2005

Viagens – Hong-Kong, Macau, Pequim, Xangai, Cantão (China)



Foram quinze dias fora do mundo (em 1998). Ainda hoje recordo como se tivesse sido um sonho. Começou mal, logo à chegada a Pequim fomos enganados pelo taxista, à boa maneira dos do aeroporto de Lisboa. Fomos por convite, e aproveitando o apoio, dos tios, então exilados em Macau, em vésperas do fim do Império (e não estou a falar do café ali na Alameda D. Afonso Henriques) que prepararam um roteiro excepcional para forasteiros, com todos os pormenores necessários. O apoio concretizou-se mesmo no aspecto material, quando na recta final, ao comprar um colar de pérolas, faltou saldo no cartão de crédito o que obrigou à intervenção pronta da financeira da família, algo constrangida (?) com a penúria dos convidados.

sexta-feira, abril 15, 2005

Lombos brancos

São bochechas rechonchudas, saltando de calças com o gancho encurtado propositadamente. No início da Primavera estão sem bronze nenhum, o que faz ressaltar a penugem sem descoloração possível, e nestes dias de vento desagradável suscitam um desconforto à vista desarmada. Roupa curta da irmã mais nova é o conceito desta moda que se propaga, como uma religião em que o sofrimento liberta. Discutível também o efeito sexy, na grande maioria das utentes, da exposição umbilical. Incontornável a necessidade de estar por dentro da novidade, de fazer parte do grupo da vanguarda, de se sentir na linha da frente da guerra da sedução, com as armas mais modernas disponíveis no mercado.

segunda-feira, abril 11, 2005

Viagens - Sun City ou A questão racial


Numa das minhas muitas viagens à África do Sul, nos finais dos anos oitenta, antes da libertação de Nelson Mandela, resolvi num sábado ir a Sun City. Costumava ficar no Landrost Hotel, depois Holiday Inn, em Joanesburgo. Ao fim de semana percorria os locais turísticos, tipo Centros Comerciais (East Gate, Sandton), Gold Reef City, o Museu, que até era perto do hotel. Naquele dia resolvi ir mais longe (400Km?) até a um protectorado chamado Bophutatswana onde estava esse paraíso do jogo e do espectáculo. Era mais ou menos no meio do deserto que estava aquela cidade artificial, e lá gastei uns rands nas slot machines, vi as vistas e à tarde regressei a penates.
Ao atravessar uma cidade no caminho de regresso excedi a velocidade limite de 50 Km/h, na avenida principal (ía a 62 Km/h). Fui convidade pelos agentes, de aspecto alemão, a ir ver a foto com a indicação da velocidade, a uma roulote umas centenas de metros antes, onde no sistema informático identificaram o dono do carro e a morada, e me entregaram o papel da multa. Tinha 30 dias para pagar senão o carro seria apreendido. Lá continuei viagem sem mais percalços e cheguei já de noite ao hotel. Ao jantar, no excelente restaurante do hotel, puxei do papel para analisar o conteúdo e tropeço no item raça (race?) e estava lá manuscrita uma palavra que eu lia BLACK. Li e reli e de regresso ao quarto olhei-me bem ao espelho. De facto estava queimado da praia (estávamos em Setembro), também tinham verificado que era português, e comecei a achar que tinham feito de propósito para me chatear. Nunca me dei bem nos contactos com os polícias que me mandam parar na estrada. Tentei ligar para a esquadra, mas qual?, e tropeçava num linguarejar estranhíssimo, o afrikaans, misto de alemão e holandês, completamente incompreensível. Desisti e fui dormir. Na 2ª feira, não resisti a contar a história na empresa onde estava a outro português residente há muitos anos naquelas paragens. Pediu-me o papel e depois de ler esclareceu, a rir, aqui diz BLANK, que é branco em afrikaans. Foi assim que voltei a ser branco outra vez, definitivamente!

quarta-feira, abril 06, 2005

Um olhar fulminante

Passados que foram 27 anos, volta a acontecer com outra menina que eu cá sei. "Detentora de uma personalidade vincada, quando contrariada, olha-nos com um olhar "fulminante" e por vezes responde mesmo não, mas acaba por acatar o que lhe é dito, não escondendo no entanto o seu desagrado. Com os colegas consegue brincar de forma cooperativa, mas quando quer algo ou quando as opiniões divergem facilmente recorre ao contacto físico" (extraído do "Boletim relativo a atitudes e desenvolvimento do aluno", enviado para casa).

sexta-feira, abril 01, 2005

Viagens – Kruger Park (África do Sul)


Em 1987, eu e a minha senhora, passámos três dias na selva. A primeira noite ficámos num bungalow, no interior de um acampamento junto ao Rio dos Elefantes, perto da fronteira com Moçambique. O tratamento era de encantar, os relvados e jardins magníficos. No dia seguinte estávamos prontos às cinco da manhã para tentar ver os animais antes do nascer do sol.

Viagens - Reykjavik (Islândia)


Em meados dos anos 80, em Dezembro, um pouco antes do Natal, chegámos, eu e o Américo, ao aeroporto da Portela, de regresso da Islândia, com 10 quilos de bacalhau cada um, em embrulhos muitos bem empacotados. Foi fácil passar na alfândega sem mais diligências, bastou anunciar o conteúdo para que o funcionário sorrindo nos desejasse um bom jantar de Natal.

terça-feira, março 29, 2005

Façam o favor de sair

(e de passar para o novo endereço http://pontedapedra.blogspot.com/)
1980 foi um ano de muitas crises. Transferido para Lisboa, afastado dos "bons ares do Barreiro", vivia o emprego inseguro na Av. da Liberdade, num período de euforia prenunciador da idade das trevas que se aproximava. Íamos então almoçar muitas vezes à Costa de Caparica (ao Barbas?), um grupo de gazeteiros encartados, o Joãozinho, o Américo, etc. etc. Uma dessas vezes regressávamos já atrasados, chuviscava um pouco, eu ao volante do R16 de serviço e, aí por alturas da Joaquim António de Aguiar com a Artilharia Um, olho para o relógio... já passava da hora de ir fazer um transbordo de crianças para o Instituto Alemão, compromisso que envolvia diversos outros filhos. Não me restou outra solução senão apelar à melhor compreensão dos outros quatro ocupantes para passarem, na qualidade de peões, a deslocarem-se para o destino, perto do Tivoli. Quanto a mim lá fui voando baixinho, Rua de S. Bento abaixo, transportar as criancinhas para o Campo de Sant' Ana.

segunda-feira, março 28, 2005

Viagem à roda do meu nome: De carrinha.

Fiz a primária num colégio chamado Jardim Infantil Luso-Suíço; o mais parecido com mandar as filhas estudar para a Suiça que os meus pais arranjaram. Ia para a escola na carrinha do Sr. Oliveira que tinha como "hospedeira" a D. Arlete (a quem todos nós chamávamos de "Arrelete", sabíamos lá dizer Arlete. ainda hoje não sei se é assim que se escreve, deve ser francês).

O Sr. Oliveira gostava de mim, apesar de eu ser uma terrorista, e convidava-me a sentar à frente, ao pé dele. Eu assim fazia, quase sempre, porque era uma grande distinção. O Sr. Oliveira também tinha a particularidade de, sempre que a viagem ia adiantada em relação aos horários impostos, parar no jardim em frente ao cemitério dos Prazeres e deixar-nos ir brincar por uns 20 minutos, sob a vigilância dele e da D. Arlete. Ele não queria ser, nem era, só o motorista da carrinha. A carrinha do Sr. Vieira nunca teve metade da piada.

Todos os dias, de manhã e à tarde e durante anos a fio, quando eu entrava na carrinha o Sr. Oliveira dizia "Olá Inês, estás cá outra vez?"

quinta-feira, março 24, 2005

Quem gosta?...

... do Bolo (de) Que o Pai Não Gosta?
Gostam todos os que já comeram este bolo, em forma de pão grande, feito com a massa do folar da Páscoa, e que a Avó(?) decidiu denominar desta maneira devido às grandes fatias do mesmo que o Pai consumia (vais com as ovelhas? perguntava ela na brincadeira). O que é certo é que se começou a comer todo o ano, sempre que lá vamos. Dizem que é muito bom com queijo (cruzes canhoto!) e em torradas. Entretanto a Avó continua a abastecer-nos dele, em quantidades apreciáveis, à hora de saída para o regresso, incluindo também a tortazita de chocolate, ou o que dela resta, as laranjas e outras especialidades.
Para quem não sabe, ou não se lembra, vou enumerar o que é/era costume trazer, para além desse bolo: rojões, leitão (o que sobra), torta de chocolate ou com recheio de ovos, nozes, laranjas, pêssegos (em conserva), favas e ervilhas (descascadas e congeladas), coelhos (arranjados e congelados), marmelada, geleia de marmelo, envelopes (recheados), feijão maduro, cerejas, tomates (inteiros congelados), lombo de porco, costoletas, farinheiras, chouriços de carne, e tudo o mais de que não me lembro agora.

segunda-feira, março 21, 2005

É de ir às Almas...

... comer leitão, que é pequeno, tenrinho e bem temperado. Também fomos verificar o desaparecimento da casa das "gafanhotas", onde estava o barbeiro, mesmo no centro da... cidade! Ficam as memórias de jogar ao "abafa", com o Vasco, nos degraus em frente ao alfaiate, pai dele, nas tardes de verão, ou de ver pôr a brôa a cozer, no forno a lenha, lá dentro daquele meandro de níveis e compartimentos (já tinha sido uma pensão), ou da argumentação, com o Toninho?, de quem era mais rico, que para o efeito tinha sentido pejorativo.

quarta-feira, março 16, 2005

Monte Kilimanjaro sem neve e gelo


O monte Kilimanjaro está sem neve e gelo pela primeira vez nos últimos 11 mil anos. Segundo a organização Climate Change, que distribuiu a fotografia aos ministros da Energia e do Ambiente que estão reunidos em Londres para discutir as alterações climáticas, este facto confirma a rápida mudança em curso sobre o maciço vulcânico, que tem 5892 metros e está situado entre o Quénia e a Tanzânia. Posted by Hello

Viagem à roda do meu nome: O chinês

Tinha eu uns seis meses e o meu primo Filipe quase dois anos. Fomos a casa dos meus tios e o Filipe, habituado a ser a coqueluche por ser o mais pequenito, começou a ficar muito incomodado com a atenção que me era dispensada. Preocupado com o seu território, tentou perceber como é que os adultos me chamavam e, às tantas, arriscou indo perguntar aos pais: "aquele bebé chinês hoje dorme cá?"

[isto é o que me contam porque eu não me lembro muito bem]

Estamos no Governo

Pois é, a Zeca e a Xanocas lá estão outra vez em missões de serviço público. A contribuir para a quota das mulheres, digo eu, machista por deformação. Até num Governo de mulheres lá teríamos também uma ministra, estamos cercados. Quanto aos Baptistas estão-lhes sempre reservadas tarefas na área da logística caseira: Por detrás de uma grande mulher está sempre um grande homem?

terça-feira, março 15, 2005

A chegada ao Porto


...
Em 1852, com a estrada Lisboa-Porto finalmente passível de ser utilizada sem grandes problemas - ainda em 1842, já com a nova estrada em construção, existiam troços "aonde a água chegava à barriga das cavalgaduras, por espaço de muitas braças" (uma braça correspondia a 2,2 metros) -, foi possível iniciar o serviço de Mala-Posta entre as duas principais cidades do Reino. Inicia-se assim, em 1855, a carreira da Mala-Posta entre Lisboa e o Porto, a única cuja exploração proporcionou, de facto, resultados proveitosos do ponto de vista económico.
...
Texto completo aqui

De Lisboa a Coimbra


Mala-Posta de Lisboa a Coimbra, 1798.
(Reconstituição a óleo por J. Pedro Roque, 1968) Posted by Hello

segunda-feira, março 14, 2005

Ponte a pé

Lá estivémos a abrilhantar o evento. Para mais pormenores ver aqui.

sexta-feira, março 11, 2005

Mala-Posta de Ponte da Pedra

Vejam aqui, na última linha, uma referência ao local que esteve na origem do nome deste blog. Parece que a Mala-Posta é anterior à Ponte da Pedra, mas passou a ser referenciada pela ponte, após a sua construção. Continuarei a investigar...

quinta-feira, março 10, 2005

Entrar no pesadelo

Primeira porta: Noite de domingo, depois de jantar, saíu de mota, a roncar como de costume. Toca o telefone: o seu filho teve um acidente. Quando cheguei estava estendido no chão, ainda com o capacete, no meio do cruzamento. Voou por cima daquele carro. Eu a espreitar pela viseira: Como é que estás? Estou bem pai. Era verdade!

Segunda porta: Olhava com ansiedade para o écran. Estávamos com aqueles presságios terríveis. O médico calado procurava em vão a vida, num coração a bater, como nos meses anteriores, em sessões em tudo idênticas. Não havia! Prometemos voltar, e voltámos, passados uns tempos, a ver um ponto a palpitar naquele écran, recriando as nossas esperanças.

terça-feira, março 08, 2005

Amor aos pedaços


Chico Buarque (1978)

1. Feijoada completa (Chico Buarque)
2. Cálice( Chico Buarque - Gilberto Gil) Participação: Milton Nascimento
3. Trocando em miúdos (Chico Buarque - Francis Hime)
4. O meu amor (Chico Buarque) Interpretação: Elba Ramalho / Marieta Severo
5. Homenagem ao malandro (Chico Buarque)
6. Até o fim (Chico Buarque)
7. Pedaço de mim (Chico Buarque) Interpretação: Zizi Possi
8. Pivete (Chico Buarque - Francis Hime
9. Pequeña serenata diurna (Silvio Rodriguez)
10. Tanto mar (Chico Buarque)
11. Apesar de você (Chico Buarque)

Pequenos nadas


Sérgio Godinho - Pano-Cru (1978)

1. A Vida É Feita de Pequenos Nadas
2. O Primeiro Dia
3. O Galo É o Dono dos Ovos
4. Balada da Rita (do Filme "Kilas, o Mau da Fita")
5. Venho Aqui Falar
6. Lá Isso É
7. Feiticeira
8. O Homem-Fantasma
9. 2.o Andar, Direito
10. Pano-Cru

segunda-feira, março 07, 2005

Almas censuradas


José Mário Branco - Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades (1971)

1. Abertura (Gare d'Austerlitz)
2. Cantiga para pedir dois tostões
3. Cantiga do fogo e da guerra
4. O charlatão
5. Queixa das almas jovens censuradas
6. Nevoeiro
7. Mariazinha
8. Casa comigo Marta
9. Perfilados de medo
10. Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades

sábado, março 05, 2005

Discos com histórias

São os do José Mário Branco, do Sérgio Godinho e do Chico Buarque, que adiante veremos. Recusando destinos traçados e controlo por poderes materiais, à procura de mandar na vida e de ser feliz. Muitas das suas canções pertencem-me portanto, os discos deixei-os em outras vidas.

sexta-feira, março 04, 2005

O outro "Malandro"

"O Malandro"
Kurt Weill - Bertolt Brecht (versão livre de Chico Buarque 1977/78)

O malandro/Na dureza
Senta à mesa/Do café
Bebe um gole/De cachaça
Acha graça/E dá no pé
O garçom/No prejuízo
Sem sorriso/Sem freguês
De passagem/Pela caixa
Dá uma baixa/No português
O galego/Acha estranho
Que o seu ganho/Tá um horror
Pega o lápis/Soma os canos
Passa os danos/Pro distribuidor
Mas o frete/Vê que ao todo
Há engodo/Nos papéis
E pra cima/Do alambique
Dá um trambique/De cem mil réis
O usineiro/Nessa luta
Grita(ponte que partiu)
Não é idiota/Trunca a nota
Lesa o Brasil/Do Brasil
Nosso banco/Tá cotado
No mercado/Exterior
Então taxa/A cachaça
A um preço/Assustador
Mas os ianques/Com seus tanques
Têm bem mais o/Que fazer
E proíbem/Os soldados
Aliados/De beber
A cachaça/Tá parada
Rejeitada/No barril
O alambique/Tem chilique
Contra o Brasil/Do Brasil
O usineiro/Faz barulho
Com orgulho/De produtor
Mas a sua/Raiva cega
Descarrega/No carregador
Este chega/Pro galego
Nega arreglo/Cobra mais
A cachaça/Tá de graça
Mas o frete/Como é que faz?
O galego/Tá apertado
Pro seu lado/Não tá bom
Então deixa/Congelada
A mesada/Do garçom
O garçom vê/Um malandro
Sai gritando/Pega ladrão
E o malandro/Autuado
É julgado e condenado culpado
Pela situação

Outra coisa

Estava a contar com uma coisa mais negra, dramática e violenta, com um humor essencialmente irónico. Era assim que imaginava a representação e acho que o filme também transmitiu essa imagem.

Acabou por ser um bocado revisteiro. Eu gostei, mas como se fosse outra coisa que não a "minha" Ópera do Malandro.

[Vamos lá ver se consigo pôr isto a tocar. Copiei quando passou por aqui.]

O Malandro revisitado


Letras e Músicas de Chico Buarque,1979

Melhor que nunca!
Só é pena que a audiência já tenha mais de 50, sinal de que o tempo não pára.
Ah, o amor! Como anda arredado das nossas vidas, ocupadas com coisas fúteis. E o desejo, onde se alimenta? Sim, porque o pecado mora sempre ao lado!

Da Ópera do Malandro, diz-se que é o melhor espectáculo musical: «Tem tudo, humor sem ser grotesco, romantismo, realismo, sentido de oportunidade, política. Esta é que é a Arte Total de Wagner, a total kunst ...», e ainda uma espécie de oráculo sobre os tempos vindouros: «Ali se vê o passado a ser enterrado pelo futuro que se adivinhava – aquele hedonismo marginal a ser substituído por outros ‘malandros’ executivos, com mais poder e mais incompetentes».

sexta-feira, fevereiro 25, 2005

Histórias da minha terra


Rosas no meio do laranjal Posted by Hello

Lá na minha terra, quais irredutíveis gauleses, ainda são de outra côr os de Arcos e ao lado os de Mogofores. Um pouco a sul os de Vila Nova de Monsarros. Longe vão os tempos em que, pela calada da noite, vinha uma carrinha para levar para local desconhecido os que tinham a coragem de ouvir a BBC.

segunda-feira, fevereiro 21, 2005

Obrigado a todos!

Como diria uma menina que eu cá sei, agradecendo os aplausos do público após a sua exibição ao microfone. Foram de facto excelentes, que alívio, deste já nos livrámos! Agora o senhor que se segue, nada de desculpas!

sexta-feira, fevereiro 18, 2005

A Avó perdeu a cabeça!

Vai organizar uma festa (de pijama?) no domingo à noite, a partir das 20 horas (em frente à televisão?). Estava já a preparar-se para fazer uns rojões e ia pôr uma garrafa de espumante no frigorífico. Peço a todos, por favor, que não a desiludam e promovam as condições necessárias a uma comemoração retumbante!...

quinta-feira, fevereiro 17, 2005

O País está a crescer

Parece que tal crescimento está mesmo a provocar já algum afastamento entre as casas...

A coisa aqui tá preta

"Meu Caro Amigo" Chico Buarque

Meu caro amigo me perdoe, por favor
Se eu não lhe faço uma visita
Mas como agora apareceu um portador
Mando notícias nessa fita
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Muita mutreta pra levar a situação
Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça
E a gente vai tomando que, também, sem a cachaça
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu não pretendo provocar
Nem atiçar suas saudades
Mas acontece que não posso me furtar
A lhe contar as novidades
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
É pirueta pra cavar o ganha-pão
Que a gente vai cavando só de birra, só de sarro
E a gente vai fumando que, também, sem um cigarro
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu quis até telefonar
Mas a tarifa não tem graça
Eu ando aflito pra fazer você ficar
A par de tudo que se passa
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Muita careta pra engolir a transação
E a gente tá engolindo cada sapo no caminho
E a gente vai se amando que, também, sem um carinho
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu bem queria lhe escrever
Mas o correio andou arisco
Se permitem, vou tentar lhe remeter
Notícias frescas nesse disco
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
A Marieta manda um beijo para os seus
Um beijo na família, na Cecília e nas crianças
O Francis aproveita pra também mandar lembranças
A todo o pessoal
Adeus

quarta-feira, fevereiro 16, 2005

Milagre?

Afinal poderemos estar perante mais um subcapítulo do eterno clausulado (não enclausurado) do Segredo de Fátima (a cujo enredo sempre preferi o do Milagre Segundo Salomé, de José Rodrigues Miguéis).
Tal quarta(?) parte diria qualquer coisa como: "No dia em que a última vidente se juntar a nós, o comunismo português perderá a voz..."
Então e não é que já aconteceu!... Por outro lado o PP, que tinha ido ao funeral, ali estava fresco como uma alface!

segunda-feira, fevereiro 14, 2005

O "Brilhantinas"

Aparenta sempre que não tem paciência para nos aturar, que não tem vida para isto, sempre que pode mete férias, principalmente no Carnaval, ou 'parte de doente' da hérnia, ou 'licença de nojo' da pastorinha. Para as engatar promete ministérios e sabe-se lá mais o quê. Séculos à espera do 'Desejado' e calha-nos um 'Indesejado'. Ele de facto não existe, foi inventado pelo meu amigo Andrade.

sábado, fevereiro 12, 2005

Outras confusões antigas

Procurando um espaço para estacionar pode suscitar dúvidas em pequenas mentes em formação? Não será uma espaço para espacionar? É que se é para estacionar tem que se procurar um estaço!...
Nesses tempos, nenhuma dessas infelizes crianças, em momento adequado, resistiu a outra dúvida sacramental: "Vai lá dentro à sala ver se eu lá estou!". A curiosidade trazia de volta a inevitável resposta: "Não estás!..."

sexta-feira, fevereiro 11, 2005

O suspeito do costume

Sou viciada em trocadilhos e a culpa, tal como no infame caso das orelhas desniveladas, é do meu pai.

Uma pessoa - não é - chega à sala ou assim, pergunta: “Já começou o Dallas?” e respondem-lhe: “Não, ainda estão a tirá-las.”. Ora, isto desde tenra idade é coisa para afectar a evolução da morfologia neurológica de um indivíduo, para além de já existir certamente uma predisposição genética.

Assim, ao fim de uns largos anos, as palavras tornam-se motivo de grande desconfiança. Quando o Herman disse “a língua portuguesa é muito traiçoeira”, nós lá em casa já o sabíamos há muito tempo. Então, sub-repticiamente, o hábito entranha-se e caímos também no vício dos trocadilhos. Damos por nós a atazanar os irmãos mais novos:

Eu – Chamaste o elevador?
Ele – Sim.
Eu – Deves ter chamado baixinho, não ouvi nada...
Ele - ...? Ó, já pareces o pai!

quinta-feira, fevereiro 10, 2005

Confusões recentes

Dizia-me ela às quatro e meia da manhã:
"Pai, a febre está torta..."
"O quê?!..."
"Está torta..."
Pensava eu: estará a delirar?
Não, era o termómetro que não estava bem no sítio...

quarta-feira, fevereiro 09, 2005

Terceiro mundo


Incubadora Fevereiro 2005 Posted by Hello

Lê-se mal, mas, por cima do atrelado, lá está: 'INCUBADORA'. No carro jaz o 'BÉBÉ SANTA ANA'. São os episódios hiper-realistas da nossa história possível, endogeneizados pelo povo quase transfronteiriço de Cabanas.
Nos altifalantes a música era a condizer:
'Mamã eu quero, mamã eu quero,
Mamã eu quero mamar.
Dá a chupeta, dá a chupeta,
Dá a chupeta, pró bébé não chorar.'

sexta-feira, janeiro 28, 2005

Os dois mundos


Ainda na fase Andy Warhol: dois "in's" Posted by Hello

Filha sofre...


Fiat 600 D, idêntico ao adquirido pelo teu pai, em 1970, em segunda mão, por 12 contos, e que foi um autêntico laboratório de aulas práticas de mecânica automóvel Posted by Hello

O teu pai tem as melhores filhas do mundo, mas elas têm sofrido muito. Uma delas, então a única, e com apenas 2 anos (?), que, não sei porque razão (ia talvez passar férias à província), fez uma viagem sózinha com o pai, andava na altura a queixar-se, após uma traumatizante avaria na estrada: "O carro do pai fez ‘pim’...".
Ao partir-se, a correia da ventoínha tinha batido no capot do motor (atrás) do Fiat 600 e feito um ruído mais próximo de 'pum'. Isto por altura de Condeixa, e foi uma odisseia o que aconteceu a seguir.
Ficou o carro na bomba da gasolina, por sorte ali mesmo ao pé, e veio o avô, contrariado, buscar-nos até à Bairrada. No regresso, já com uma nova correia, entretanto comprada em Coimbra, que o teu pai, mecânico de profissão, mas não de automóveis, laboriosamente montou, seguindo, agora sem companhia, de volta à capital.
Acho que ainda hoje aquela cabecinha tem lá, numa prateleira escondida, o registo sonoro de um estampido preocupante.

quinta-feira, janeiro 27, 2005

O meu pai é o melhor condutor do mundo

Sem exagero nenhum. É a verdade. É assim mesmo.

Um dia, tinha eu uns 14 ou 15 anos, íamos a passar de carro pela Av. João XXI e o meu pai diz: “foi ali que tirei a carta de condução”. Fiquei estupefacta. Nunca me tinha ocorrido: houve alguém que ensinou o melhor condutor do mundo a conduzir! Pensei (e disse?) que esse facto tinha de ser utilizado no marketing daquela escola de condução. Cheguei a pensar que deviam dar um certificado qualquer ao instrutor. Estava determinada a ter ali as minhas aulas.

Mas não. Tirei a carta no ACP. Passei à quarta no exame de estrada. Uma vergonha para alguém com tão bons genes.


quarta-feira, janeiro 26, 2005

Aqui Jazz

Recordando um Jazz em Agosto (quem não se lembra?) aqui vai Jazz directamente do reino da Dinamarca. Bom, não é?...

Frases com história

TUDO TEM UM FIM, SÓ A SALSICHA TEM DOIS (grande mensagem anarquista)
OS RICOS QUE PAGUEM A CRISE (criada quando do decreto que legislou um aumento do custo dos transportes públicos)

quarta-feira, janeiro 19, 2005

Na Ponte a pé


Posted by Hello
Isto foi em 2004. Como de costume estávamos a reunir-nos no segundo pilar, para a fotografia, e o prof. Luís aproveitou para tirar uma vista de conjunto. Já estamos inscritos para 13 de Março 2005!

Ponte da Pedra

Achado o contador, mudado o nome, fica apenas no endereço a ponteape.

segunda-feira, janeiro 17, 2005

Ribeira da Serra

É assim que se chama "o rio que corre pela minha aldeia". Ontem estive ao pé dele, do "basófias".
Passa por debaixo da Ponte da Pedra. O leito está assoreado, esquecidos que estão os tempos em que o guarda rios alertava para as limpezas necessárias. Obras recentes na ponte, para alargamento da estrada nacional, reduziram a secção de passagem do caudal do rio, o que agora provoca cheias desastrosas na planície a montante.
Já por duas vezes a nossa casa, que considerámos sempre estar ao abrigo de qualquer cheia, ficou com mais que meio metro de água no rés do chão. Da primeira vez foi-se a alcatifa e envernizaram-se os tacos de madeira, da segunda vez foram-se os tacos, agora substituídos por tijoleira, que, deficientemente colocada, tem ondulações que recomendam uma futura substituição quase total.
Antes da ponte existir atravessava-se o rio a vau, pela antiga estrada real. Agora uma fossa pública, com "trop-plein" de descarga de excesso do esgoto para o rio, atravancando essa passagem, já não permite como dantes molhar os pés, lavar a roupa ou simplesmente passar para o outro lado, para a várzea.
A água do poço está obviamente contaminada.
Não sei porque estaremos condenados a pagar assim antecipadamente os custos de um desenvolvimento de que não vemos os frutos.

O rio da minha aldeia

O Tejo é mais belo...

O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.

O Tejo tem grandes navios
E navega nele ainda,
Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,
A memória das naus.

O Tejo desce de Espanha
E o Tejo entra no mar em Portugal.
Toda a gente sabe isso.
Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia
E para onde ele vai
E donde ele vem.
E por isso porque pertence a menos gente,
É mais livre e maior o rio da minha aldeia.

Pelo Tejo vai-se para o Mundo.
Para além do Tejo há a América
E a fortuna daqueles que a encontram.
Ninguém nunca pensou no que há para além
Do rio da minha aldeia.

O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.
Quem está ao pé dele está só ao pé dele.

(do "Guardador de Rebanhos" - Alberto Caeiro)

domingo, janeiro 16, 2005

Proverbial

Mais vale ser rico e ter saúde do que ser pobre e doente!

sábado, janeiro 15, 2005

A Solução

Um amigo meu há muito tempo pensou uma solução para o País, que apenas por falta de uma adequada divulgação ainda não teve a necessária adesão nacional.
O Governo da Nação deveria, o mais rapidamente possível, ser contratado em regime de outsourcing a uma equipa com provas dadas na matéria (o nome sugerido para a liderar é o do ex-chanceler alemão Helmut Koln). Esta é uma solução equivalente à encontrada para uma gestão eficiente da TAP e que evitou o seu colapso.
De facto o perfil necessário para a obtenção de vitórias eleitorais cada vez se afasta mais da eficiência na condução dos negócios do Estado, pelo que corremos o risco de ficarmos cada vez mais pobres (e infelizes).

sexta-feira, janeiro 14, 2005

Onde está o contador?

Pois... não sei! Pode ser que reapareça proximamente, quando conseguir descobri-lo escondido por detrás da nova imagem deste blog. Em troca tomem lá música!
Já vamos na terceira versão, para não cansar os visitantes, que vão sempre pensar que se enganaram.

segunda-feira, janeiro 10, 2005

Os estagiários

Servem para tudo, e alguns nem recebem 10% (link). Uns quantos sobrevivem e não se transformam em exploradores.

sexta-feira, janeiro 07, 2005

Confusões antigas

Umbigo, dois bigos, três bigos...

quarta-feira, janeiro 05, 2005

De Mao a Piao

"Vamos de Mao a Piao" é uma expressão do tempo da "outra senhora", que me veio à lembrança a propósito do país estar parado.


Mao Tsé Tung por Andy Warhol Posted by Hello

Lost in translation

Literal translation of Portuguese popular idioms:

Women and sardines, you want them to be small
Head of rotten garlic
Past waters don't power mills
Dog that barks doesn't bite
From very small the cucumber is bent
It's the color of a donkey on the run
There's a Moor on the coast...
From Spain, neither good wind nor good marriage [will come]
This is too much sand for my truck
Friends friends, business aside
Here they're made, here they're paid
Tell me with whom you hang around, I'll tell you who you are
I'm in the inks
You are here you are eating
Trust the Virgin and don't run...
Go make a turn
You're letting water in...
Monkeys bite me...!
Bad Mary...
He doesn't give one for the box
Don't sand me!
God gives nuts to those who don't have teeth...
Fish don't pull wagons
By the yes by the no...
Rays break me!
If you don't put a stick on yourself...
Donkey's voices don't reach the heavens
Old donkey doesn't learn languages
In a house where there's no bread, everyone shouts and no one is right
At night all cats are gray
There's no beauty without an if

(at http://tagide.com/pt-idioms.html)

O único rato...

...que não abandona o navio, e continua cabeça de cartaz.


Mickey Mouse por Andy WarholPosted by Hello

Minuciosa formiga

Minuciosa formiga
não tem que se lhe diga:
leva a sua palhinha
asinha, asinha.
.
Assim devera eu ser
e não esta cigarra
que se põe a cantar
e me deita a perder.
.
Assim devera eu ser:
de patinhas no chão,
formiguinha ao trabalho
e ao tostão.
.
Assim devera eu ser
se não fora não querer.
.
(Alexandre O'Neill)

Alexandre O'Neill

Alexandre Manuel Vahia de Castro O'Neill de Bulhões, nasceu em Lisboa a 19 de Dezembro de 1924 e morreu a 21 de Agosto de 1986. O seu pai, António Pereira de Eça O'Neill de Bulhões era empregado bancário, e sua mãe Maria da Glória Vahia de Castro O'Neill de Bulhões, doméstica.
Inicia os seus
estudos em 1932. Em 1946 sai de casa dos pais devido a conflitos familiares e vai viver para casa do tio materno. Em 1948 surgem as primeiras manifestações públicas de interesse pelo fenómeno poético. O'Neill surge então como um dos fundadores do Movimento Surrealista de Lisboa.
O'Neill, tal como a maioria dos artistas portugueses não pôde viver da sua Arte. Afirmava «viver de versos e sobreviver da
publicidade». Vasto foi o seu currículo, onde constam diversas colaborações para jornais, revistas, televisão etc.
Segundo rezam as biografias, O'Neill conquistava facilmente corações. Eis uma precária biografia dos seus amores e desamores:
Conheceu em finais de 1949 (a par do começo da aventura surrealista)
Nora Mitrani, o seu amor dorido. A 27 de Dezembro de 1957 casa com Noémia Delgado e cerca de dois anos depois nasce o filho do casal - Alexandre Delgado O'Neill. Divorciam-se em 15/01/1971.
Em Agosto do mesmo ano casa com Teresa Patrício Gouveia e em 1976 nasce o seu segundo filho - Afonso. O divórcio acontece em 20 de Fevereiro de 1981.
Entre 1980 e 1986, O'Neill viveu mais uma paixão que o acompanhou até ao últimos dias da vida - Laurinda Bom.
(em
http://www.citi.pt/cultura/literatura/poesia/oneill)

terça-feira, dezembro 28, 2004

Filhos de um Deus menor

Andam como sonâmbulos, com os pés na lama, corpos sem vida nos braços, outros espalhados na praia, e olham para os destroços como quem não acredita.
Nas varandas e nos andares superiores dos hotéis os que estão bem na vida filmam e fotografam a tragédia, que vêmos confortáveis nos nossos sofás, em frente à lareira, em écrans LCD ou plasma.
Estes povos sem futuro, os seus velhos e as suas crianças espiam assim os nossos pecados?

Não ao desemprego

A Administração da CGD talvez prevenida que os subsídios de desemprego e de doença só iam ser pagos em Janeiro resolveu voltar atrás na sua anterior decisão de se demitir? Essa informação não se veio a confirmar mas a decisão estava tomada e para quê criar mais instabilidade?

quinta-feira, dezembro 23, 2004

A golpada

Diz o ministro do governo demissionário: "agarrem-me que eu demito-me".

E o primeiro-ministro está condenado a dar "total confiança" à campanha eleitoral que os ministros do PP descoligado já começaram a fazer aproveitando-se desses mesmos cargos.

quarta-feira, dezembro 22, 2004

Vista de Lisboa


Largo do Rato, com o Tejo ao longe Posted by Hello