JOAQUIM: Por aqui passo. Também costumo estar Debaixo da Ponte ou parar na Ponte a Pé. Volto sempre à Ponte, que é onde eu estou bem, e raramente lá passo a pé. Entretanto muita água vai passando, debaixo da Ponte da Pedra.
INÊS: Os meus posts serão arbitrários, preconceituosos, incoerentes e peremptórios. Quando forem (ou seja: quando eu achar que são). Quando não forem queiram desconsiderar esta advertência.
quinta-feira, abril 27, 2006
quinta-feira, abril 20, 2006
Petróleo a 80 dólares
À procura de um número
Andamos enganados! O número já não interessa, 6 ou 7 e com qualquer casa decimal tanto me faz. Sou da geração dos que poderiam ter participado na construção de uma central nuclear, nos anos 70, em Ferrel, lembram-se? Agora temos duas construídas pelos espanhóis, nos rios que passam à nossa porta, no Douro e no Tejo. Também podíamos ter feito uma barragem no rio das gravuras, mas não fizémos, porque as gravuras não sabiam nadar, lembram-se? Acho que já não vamos ter "tempo" para fazer nada, nem TGV, nem novo aeroporto. "Tempo" é dinheiro, e o dinheiro gastamo-lo em combustíveis, para produzir energia. Quarenta anos para fazer uma revolução, mais trinta anos para chegar aqui, com os bolsos vazios, é de facto muito tempo para não fazer nada. E já nos andam a vender o cavaco...
(de um blog aqui ao lado em 2005-05-17)
quarta-feira, abril 19, 2006
Estarei a ficar velho?
segunda-feira, abril 17, 2006
Histórias do desconhecido
quarta-feira, abril 05, 2006
Desesperada
terça-feira, abril 04, 2006
Hoje não me recomendo
sexta-feira, março 24, 2006
quinta-feira, março 09, 2006
Para o infinito e mais além
segunda-feira, março 06, 2006
A Primeira Vez
sexta-feira, fevereiro 24, 2006
O mau da fita

quarta-feira, fevereiro 22, 2006
quinta-feira, fevereiro 16, 2006
Ia a passar e...
terça-feira, fevereiro 14, 2006
Versejando
sexta-feira, fevereiro 10, 2006
São muitos nomes ... e datas
Dias antes tinha-me ligado a minha filha E., e depois de muita conversa lá arrisca: ”Sabes que hoje faz anos a M.?...” Tinha-me esquecido! Para me redimir lá fui de saco da Fnac (o Egas Moniz costumava ir de corda ao pescoço) uns dias depois.
A retirada dos franceses

Compreendo portanto muito bem a contida mas indisfarçável alegria de quem lê à minha frente que “Depois de dezasseis anos de administração francesa ... voltou para mãos portuguesas”.
quinta-feira, fevereiro 09, 2006
Alvíssaras...
2,10,12,16,17,18,19,...
Aviso especial: Este passatempo não se destina a principiantes, e a solução (a publicar como comentário, dentro de alguns dias) pode provocar traumas psicológicos.
quarta-feira, fevereiro 08, 2006
ADHD a tua tia
terça-feira, fevereiro 07, 2006
É a globalização estúpido
P.S. Eu bem que desconfiava que era o Buffett. Aqui vai a lista:
Bill Gates - EUA - $51.5 bilhões
Warren Buffett - EUA - $44.0 bilhões
Lakshmi Mittal - Índia - $25.0 bilhões (era No. 62 in 2004)
Carlos Slim Helú - México - $23.8 bilhões
Alwaleed Bin Talal Bin Abdulaziz Al Saud - Arábia Saudita - $23.7 bilhões
P.P.S. Isto dos bilhões soa mal que se farta! Nós temos a versão "fina" dos milhares de milhões.
segunda-feira, fevereiro 06, 2006
quinta-feira, fevereiro 02, 2006
Rios de dinheiro
[ou "Filha, já sou empresário!"]
A Technip Portugal, até agora sob controlo da francesa com o mesmo nome, do grupo Total, foi alvo de um management buy-out (MBO), que possibilitou a passagem da gestão para mãos portuguesas. "Havia vários grupos estrangeiros interessados na compra da Technip Portugal, o que nos levou a avançar com o MBO, processo que foi concluído ontem", afirmou ao DN Gomes da Cruz, da direcção da empresa.
[daqui]
Um salto na evolução
terça-feira, janeiro 31, 2006
segunda-feira, janeiro 30, 2006
O mundo visto do Colombo - Lá fora a neve caía
Entretanto fiquemos com o que nos diz alguma coisa:
Balada da neve
Batem leve, levemente,
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.
É talvez a ventania:
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho...
Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento com certeza.
Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria...
- Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!
Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho...
Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança...
E descalcinhos, doridos...
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!...
E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim,
fica em mim presa.
Cai neve na Natureza
- e cai no meu coração
Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!...
Porque padecem assim?!...
Augusto Gil, Luar de Janeiro
sexta-feira, janeiro 27, 2006
E vão dois...
quinta-feira, janeiro 26, 2006
Está tudo pendurado?
sexta-feira, janeiro 20, 2006
As Avós

São instituições de referência nas nossas vidas. As quatro avós dos meus filhos foram e são de uma dedicação inexcedível. Temo que as novas gerações não tenham o aconchego de uma Avó ali ao lado para os receber quando vêm da escola ou para lhes dar o remédio e o almoço quando ficam em casa doentes, a torradinha, a dedicação, a desarrumação autorizada, a preocupação, os arranjos, a paciência que os pais não têm, o jantar feito, “tem sempre gente em casa?...”.
Às vezes escapa-me uma avaliação completa da qualidade de vida que se tem quando está uma Avó por perto. Só quando ouço qualquer frase solta: “Não tenho a quem deixar as crianças nas férias da escola...” ou “Tenho o miúdo doente e não posso ir trabalhar...”.
Tão distraído, e com tanta sorte, como à mesa sobre obras de arte que levaram horas a fazer e em que só reparo um dia quando ao estender a toalha uma luz especial lhe faz ressaltar a cor dos bordados para a fotografia, e os remorsos por tanta falta de atenção.
quinta-feira, dezembro 29, 2005
A história do Natal?
O mundo visto do Colombo - À mama
Passado um bocado pergunta-lhe ele: Não me deixa também mamar um bocadinho?...
Responde ela: Então e não queria mais nada?...
Diz ele: Só se fosse também uma bolachinha...
A versão acima foi corrigida em resultado de uma intervenção de censura feminina.
De facto na história que eu ouvi, contada por uma mulher, ela aceitava dar de mamar ao homem e às tantas perguntava se ele não queria mais nada, ao que ele (parolo?) pedia então a bolachinha.
Como se vê a posição da mulher nas duas versões é substancialmente diferente. Na primeira irrepreensível, na segunda descarada.
segunda-feira, dezembro 26, 2005
O Sistema mexeu
sexta-feira, dezembro 23, 2005
O concerto no Porto

A nossa primeira ida à Casa da Música não correu nada bem. Os bilhetes comprados com mais de um mês de antecedência foram muito caros, mesmo tendo em conta a idade dos miúdos. Parecia interessante ir ouvir cantatas de Natal de Bach. No entanto, ao fim da tarde, depois de um encontro com o MP3 na rua de Santa Catarina, a miúda começou a ficar com febre. Depois de jantar lá fomos, tentámos resistir ao emaranhado de escadas, desde o estacionamento, ao estranho efeito de uma bancada de público do outro lado do palco, à sonolenta música de igreja, mas não conseguimos e saímos ao intervalo. Foi a nossa contribuição para o défice orçamental do grande caixote nortenho.
Histórias da Ibéria
quinta-feira, dezembro 22, 2005
Já está!
quarta-feira, dezembro 07, 2005
Uma outra história
A contas com o bem que tu me fazes
A contas com o mal por que passei
Com tantas guerras que travei
Já não sei fazer as pazes.
São flores aos milhões entre ruínas
Meu peito feito campo de batalha
Cada alvorada tu me ensinas
A mim pó que o vento espalha.
Cá dentro inquietação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê não sei, porquê não sei
Porquê não sei ainda.
Há sempre qualquer coisa que está para acontecer
Qualquer coisa que eu devia perceber
Porquê não sei, porquê não sei
Porquê não sei ainda.
Ensinas-me a fazer tantas perguntas
Na volta das respostas que eu trazia
Quantas promessas eu faria
Se as cumprisse todas juntas.
Não largues esta mão no torvelinho
Pois falta sempre pouco para chegar
Eu não meti o barco ao mar
Para ficar pelo caminho.
Cá dentro inquietação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê não sei, porquê não sei
Porquê não sei ainda.
Há sempre qualquer coisa que está para acontecer
Qualquer coisa que eu devia perceber
Porquê não sei, porquê não sei
Porquê não sei ainda.
Cá dentro inquietação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê não sei
Mas sei que não sei ainda.
Há sempre qualquer coisa que está para acontecer
Qualquer coisa que eu devia perceber
Porquê não sei
Mas sei que não sei ainda.
Há sempre qualquer coisa que eu tenho que fazer
Qualquer coisa que eu devia resolver
Porquê não sei
Mas sei que essa coisa é que é linda.
Autor: José Mário Branco
sábado, novembro 26, 2005
Dois nomes
“O ITER é o primeiro reactor experimental de fusão nuclear, a construir em Cadarache, França, no âmbito de uma cooperação internacional que envolve a União Europeia, o Japão, a Rússia, os Estados Unidos, a China e a Coreia do Sul. O custo da construção, que durará 10 anos, é de cerca de 4.000 Milhões de Euros.”
faz-me lembrar Caran d’Ache:
Verão quente
Os fins de tarde no hotel de turismo, as madrugadas de serviço na guarita (ou dentro do carro), os dias de plantão à unidade, de serviço à porta de armas, de faxina, tentando resolver uma rotura e acabando a varrer a parada. Rio de Moinhos, Mouriscas, Penhascoso. De blusão camuflado voava baixinho à noite, também ao meio da semana, para Lisboa, regressando de madrugada. Foram só três meses?!... E a situação política, as confusas manifestações dos SUV (Soldados Unidos Vencerão eramos nós?). Estava tão por dentro e via tão pouco televisão que durante muito tempo me escapou o significado da sigla PREC.
sexta-feira, novembro 25, 2005
Onde é que tu estavas no...
quarta-feira, novembro 23, 2005
Wireless
sábado, novembro 19, 2005
Quem pode, pode
Quem não pode, pede ao pai.

O meu iPod nano (cutchi-cutchi) encontra-se recheado com 533 músicas, o que corresponde a 36 horas de um som fantástico. Aí vão dois dos quatro gigas. E os meus discos passaram a estar arrumados em duas categorias: “os que já foram carregados” e “os que ainda não foram carregados”. Agora tenho que começar a andar mais a pé.
quarta-feira, novembro 16, 2005
E pimba!
sexta-feira, novembro 04, 2005
The jargon - explained
quinta-feira, novembro 03, 2005
quinta-feira, outubro 27, 2005
terça-feira, outubro 25, 2005
Hoje faz 40 anos
Foi por ela...
Foi por ela que amanhã me vou embora
ontem mesmo hoje e sempre ainda agora
sempre o mesmo em frente ao mar também me cansa
diz Madrid, Paris, Bruxelas quem me alcança
em Lisboa fica o Tejo a ver navios
dos rossios de guitarras à janela
foi por ela que eu já danço a valsa em pontas
que eu passei das minhas contas foi por ela
Foi por ela que eu me enfeito de agasalhos
em vez daquela manga curta colorida
se vais sair minha nação dos cabeçalhos
ainda a tiritar de frio acometida
mas o calor que era dantes também farta
e esvai-se o tropical sentido na lapela
foi por ela que eu vesti fato e gravata
que o sol até nem me faz falta foi por ela
Foi por ela que eu passo coisas graves
e passei passando as passas dos Algarves
com tanto santo milagreiro todo o ano
foi por milagre que eu até nasci profano
e venho assim como um tritão subindo os rios
que dão forma como um Deus ao rosto dela
foi por ela que eu deixei de ser quem era
sem saber o que me espera foi por ela
Autor: Fausto Bordalo Dias
quinta-feira, outubro 20, 2005
Vá lá atende...
quinta-feira, outubro 13, 2005
quarta-feira, outubro 12, 2005
Exposição de Motivos...
Para quem tenha a paciência de ler, encontra aqui, no 5º parágrafo do capítulo II, uma referência à Ponte da Pedra.
segunda-feira, outubro 10, 2005
Eleições de pé quebrado
Na maior parte das autarquias
Não sabe em quem votar
Só em Gondomar.
Tira de uns, põe nos outros
Salta daqui para ali
Descrendo dos eleitos, um desatino
Só no Isaltino.
Acredita nas sondagens
Para aquelas cinco câmaras
Para evitar mais asneiras
Só na Felgueiras.
Não gosta do rosa-choque
E farto de desgraças
Castiga o pedante
Até em Amarante.
domingo, outubro 09, 2005
No dia do teu aniversário

You are my sister, we were born
So innocent, so full of need
There were times we were friends but times I was so cruel
Each night I'd ask for you to watch me as I sleep
I was so afraid of the night
You seemed to move through the places that I feared
You lived inside my world so softly
Protected only by the kindness of your nature
You are my sister
And I love you
May all of your dreams come true
We felt so differently then
So similar over the years
The way we laugh, the way we experience pain
So many memories
But there’s nothing left to gain from remembering
Faces and worlds that no one else will ever know
You are my sister
And I love you
May all of your dreams come true
I want this for you
They're gonna come true (gonna come true)
Parabéns!
[«You Are My Sister», Antony and the Johnsons (ft. Boy George). Tenho pena de não ter conseguido encontrar a música completa... mas agora até já tens o disco e tudo.]
quinta-feira, outubro 06, 2005
terça-feira, outubro 04, 2005
Os sonhos são traiçoeiros
Estou em Angola, ou na ideia que eu tenho de Angola. É um quase pesadelo, com caminhos de terra e veredas no meio de vegetação raquítica, que levam a um grande terreiro, onde se aproximam homens armados, poucos, dos quais me afasto sorrateiramente. Uma escadaria de degraus de terra, que leva a uma varanda sobre um rio seco, onde está uma espécie de altar com oferendas (e esqueletos?).
Nunca fui a Angola. Já ouvi milhares de histórias de amigos que de lá vieram, ou que lá vão com frequência. A última foi do Joãozinho que me contava o estado lastimoso das estradas, que faz aumentar em muitas horas os tempos de viagem. Dizia ele que têm buracos tão grandes que os camiões lá entram, descendo por um lado e subindo pelo outro para sair.
Sonho Segundo
Acabei mesmo agora por descobrir que foi a propósito do Personal Trainer, o António Costa.
Casa estranha, família chinesa (?). Eu a explicar a história de rios novos e rios velhos e um homem noutra sala, com aspecto de fumador de ópio. Não era propriamente um pesadelo mas no fim fiquei com a ideia de que tinha sido enganado.
terça-feira, setembro 27, 2005
Enredados no Sistema
Os parolos do MBO
quarta-feira, setembro 21, 2005
Primeiro Aniversário
(Modéstia à parte...)
terça-feira, setembro 13, 2005
A fEstA é aQuI
Chamo mesmo a vossa atenção para a frase tirada do contexto: "...muitas guerras com a minha mulher, porque isto com a idade já era para ter juízo".
sexta-feira, setembro 09, 2005
Um rodapé com estilo
Chico Buarque - Bom conselho - 1972
Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa
Espere sentado
Ou você se cansa
Está provado, quem espera nunca alcança
Venha, meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar
Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que não se vai longe
Eu semeio o vento
Na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade
O Poder de um momento
quarta-feira, setembro 07, 2005
sexta-feira, setembro 02, 2005
Mais nada!...
Liberdade
Ai que prazer
não cumprir um dever.
Ter um livro para ler
e não o fazer!
Ler é maçada,
estudar é nada.
O sol doira sem literatura.
O rio corre bem ou mal,
sem edição original.
E a brisa, essa, de tão naturalmente matinal
como tem tempo, não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto melhor é quando há bruma.
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
E mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças,
Nem consta que tivesse biblioteca...
(Fernando Pessoa)
segunda-feira, agosto 29, 2005
terça-feira, agosto 23, 2005
Verão 2005
(Entretanto é melhor parar a música de fundo na coluna do lado direito)
sexta-feira, agosto 19, 2005
Olha uma nêspera
Uma nêspera
estava na cama
deitada
muito calada
a ver
o que acontecia
chegou a Velha
e disse
olha uma nêspera
e zás comeu-a
é o que acontece
às nêsperas
que ficam deitadas
caladas
a esperar
o que acontece
Mário-Henrique Leiria, Novos Contos do Gin
quinta-feira, agosto 18, 2005
Casamento
terça-feira, agosto 16, 2005
Afinal estava a brincar...
Tony Carreira
Vistas

Perspectiva da espreguiçadeira: uma piscina, uma ria e um mar. Ali no lado direito ainda dá para ver um cantinho da cúpula de S. Marcos.
sexta-feira, agosto 05, 2005
Nas malhas do Fisco
terça-feira, agosto 02, 2005
Fintando a Crise, ou a Crise vista do Colombo
sexta-feira, julho 08, 2005
terça-feira, julho 05, 2005
sábado, julho 02, 2005
sexta-feira, julho 01, 2005
Sítios onde todos já estivemos
Para saber o que é o Bucintoro ver aqui.
quinta-feira, junho 30, 2005
São cinco!
De onze em onze

Canaletto (Giovanni Antonio Canal), The Campo di Rialto, 1758-63
Aos 22, já estava casado, uma filha pequena (outra viria encantar-me um ano depois), vivia em Campolide, quase a acabar o curso, part-time nos CTT (não era a colar selos)
Aos 33, outra vez casado, T1 na Graça, mais um bébé, um rapaz, a ver os eléctricos a passar, trabalhava na ferrugem (também faziam comboios em inox)
Aos 44, definitivamente ajuntado, outro menino, bem comportado, apartamento desafogado no Infantado, andava pelas feiras (nada que se compare com ciganos)
Aos 55, ajuntamento continuado, prometendo eternizar-se, “chalet” na Ponte, mais uma menina rabina, metido em engenharias (aspirando a empresário)
segunda-feira, junho 27, 2005
Nos desenhos da Escola
sexta-feira, junho 17, 2005
Da minha aldeia

Sandro Botticelli, Birth of Venus, 1482 (Andy Warhol )
Da minha aldeia veio quanto da terra se pode ver no Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não, do tamanho da minha altura...
Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe
de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos
nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.
Alberto Caeiro ou Fernando Pessoa - O Guardador de Rebanhos
sexta-feira, junho 03, 2005
Na fase holandesa
quinta-feira, junho 02, 2005
quinta-feira, maio 19, 2005
Twilight zone
Recebi ontem uma carta da Polícia de Segurança Pública, Comando Metropolitano de Lisboa, com o seguinte teor: “Informa-se V. Exa. que relativamente ao acidente de viação ocorrido no dia 14SET04, em que foram intervenientes os veículos com as matrículas [nunca-ouvi-falar] e [a-do-meu-carro], poderá V. Exa. reclamar os danos na companhia seguradora Real Seguros onde a viatura por vós indicada se encontra segura sob a apólice nº 90308142 (...).”.
Pergunto: será possível sermos intervenientes em acidente de viação, participarmos a matrícula do outro à Polícia, e ainda assim não nos lembrarmos de nada? Para não falar da ausência de escoriações no nosso veículo...? hmm, não me parece.
Twilight zone (preâmbulo)
Há seis anos, recebi uma carta do Comando da PSP de Angra do Heroísmo na qual se solicitava a identificação do condutor que, no dia 05 de Fevereiro de 1999, pelas 09h12m, conduzia o veículo com a matrícula daquele que era então meu carro, em Grota do Vale, S. Bento, Angra do Heroísmo, e em excesso de velocidade.
Respondi esclarecendo que: “nunca o referido veículo circulou em Angra do Heroísmo (ou em qualquer outro local dos Açores), conduzido por quem quer que fosse.”.
segunda-feira, maio 16, 2005
MBO
quinta-feira, maio 12, 2005
Donna Maria
quarta-feira, maio 04, 2005
Curiosidade
Pergunta um miúdo para outro: "Lá na tua casa tens criada ou tens avó?"
sexta-feira, abril 29, 2005
O fabuloso mundo da audimetria (3)
O fabuloso mundo da audimetria (2)
O fabuloso mundo da audimetria
São mil os lares portugueses sujeitos à medição das audiências de televisão. O meu é, desde sexta-feira passada, um deles.
Fui submetida a interrogatórios extensos, abrangendo todos os aspectos da minha vida, em duas entrevistas telefónicas e mais duas entrevistas presenciais. Tem animais domésticos? Plantas? Familiares ou amigos empregados em canais de televisão? E muitas outras mais complicadas. Tinha esperança de chumbar em algum requisito mas não. Nem serviu de nada dizer “olhe que eu quase não vejo televisão”.
Houve duas advertências que me fizeram querer mandar esta minha colaboração graciosa para as urtigas: “não terá de suportar quaisquer custos” (devo agradecer a quem?); e “temos de abrir o televisor e o vídeo mas o nosso equipamento não danifica os aparelhos nem afecta a qualidade da transmissão.” (não me diga que vai ser possível continuar a ver televisão?). Mas calei-me e o processo seguiu em frente. Outras questões menores como não poder mudar de casa, nem de televisor, nem alterar o número de residentes no lar, não me preocuparam demasiado.
A instalação demorou cerca de duas horas e meia. Consegui negociar o especial favor de não assistir à montagem do equipamento, embora não tenha sido possível furtar-me a receber, de imediato, explicações detalhadas sobre o seu funcionamento: accionamento, identificação do telespectador e tudo o resto que já não me lembro.
Fica de aviso para o caso de receberem uma chamada da Marktest e também para que se saiba que os dados das audiências são obtidos à custa do esforço e dedicação de cidadãos anónimos.
segunda-feira, abril 25, 2005
Liberdade (hoje na avenida)
[Esperar uns 20/30 segundos, até começar a ouvir as botas a marchar na gravilha.]
quarta-feira, abril 20, 2005
I love you, you pay my rent... (é fácil, ele é assim fácil)
terça-feira, abril 19, 2005
Hoje como Ontem
segunda-feira, abril 18, 2005
Olha, alembrou-se-me
Afinal o que importa não é a literatura
nem a crítica de arte nem a câmara escura
Afinal o que importa não é bem o negócio
nem o ter dinheiro ao lado de ter horas de ócio
Afinal o que importa não é ser novo e galante
- ele há tanta maneira de compor uma estante
Afinal o que importa é não ter medo: fechar os olhos frente ao precipício
e cair verticalmente no vício
Não é verdade rapaz? E amanhã há bola
antes de haver cinema madame blanche e parola
Que afinal o que importa não é haver gente com fome
porque assim como assim ainda há muita gente que come
Que afinal o que importa é não ter medo
de chamar o gerente e dizer muito alto ao pé de muita gente:
Gerente! Este leite está azedo!
Que afinal o que importa é pôr ao alto a gola do peludo
à saída da pastelaria, e lá fora – ah, lá fora! – rir
de tudo
No riso admirável de quem sabe e gosta
ter lavados e muitos dentes brancos à mostra
(in «Nobilíssima Visão», Mário Cesariny)
Pastelaria
O que fazer quando os únicos bolos que se consegue identificar são palmiers e mil-folhas, e não nos apetece nem uma coisa nem outra? E quando se confunde sistematicamente merendinhas com milanezas, tendo, porém, a certeza que não gostamos mesmo nada de uma das referidas variedades? Aponta-se, claro. Não há problema nenhum.
Assim fiz eu: dedo esticado do lado de cá da vitrina. Depois desinteressei-me do processo de embrulho e fiquei a olhar para o ar. Até que, ao meu lado, uma voz preocupada murmurou: “a senhora não pediu uma pata de veado, pois não?”. “Err... eu queria um destes aqui” – voltei a apontar. “Pois, um jesuíta. É que o empregado está a embrulhar-lhe uma pata de veado”.
A solução, parece-me, passa por descer mais um quarteirão e comprar uma sandes.
domingo, abril 17, 2005
Viagens – Hong-Kong, Macau, Pequim, Xangai, Cantão (China)

Foram quinze dias fora do mundo (em 1998). Ainda hoje recordo como se tivesse sido um sonho. Começou mal, logo à chegada a Pequim fomos enganados pelo taxista, à boa maneira dos do aeroporto de Lisboa. Fomos por convite, e aproveitando o apoio, dos tios, então exilados em Macau, em vésperas do fim do Império (e não estou a falar do café ali na Alameda D. Afonso Henriques) que prepararam um roteiro excepcional para forasteiros, com todos os pormenores necessários. O apoio concretizou-se mesmo no aspecto material, quando na recta final, ao comprar um colar de pérolas, faltou saldo no cartão de crédito o que obrigou à intervenção pronta da financeira da família, algo constrangida (?) com a penúria dos convidados.
sexta-feira, abril 15, 2005
Lombos brancos
segunda-feira, abril 11, 2005
Viagens - Sun City ou A questão racial

Numa das minhas muitas viagens à África do Sul, nos finais dos anos oitenta, antes da libertação de Nelson Mandela, resolvi num sábado ir a Sun City. Costumava ficar no Landrost Hotel, depois Holiday Inn, em Joanesburgo. Ao fim de semana percorria os locais turísticos, tipo Centros Comerciais (East Gate, Sandton), Gold Reef City, o Museu, que até era perto do hotel. Naquele dia resolvi ir mais longe (400Km?) até a um protectorado chamado Bophutatswana onde estava esse paraíso do jogo e do espectáculo. Era mais ou menos no meio do deserto que estava aquela cidade artificial, e lá gastei uns rands nas slot machines, vi as vistas e à tarde regressei a penates.
Ao atravessar uma cidade no caminho de regresso excedi a velocidade limite de 50 Km/h, na avenida principal (ía a 62 Km/h). Fui convidade pelos agentes, de aspecto alemão, a ir ver a foto com a indicação da velocidade, a uma roulote umas centenas de metros antes, onde no sistema informático identificaram o dono do carro e a morada, e me entregaram o papel da multa. Tinha 30 dias para pagar senão o carro seria apreendido. Lá continuei viagem sem mais percalços e cheguei já de noite ao hotel. Ao jantar, no excelente restaurante do hotel, puxei do papel para analisar o conteúdo e tropeço no item raça (race?) e estava lá manuscrita uma palavra que eu lia BLACK. Li e reli e de regresso ao quarto olhei-me bem ao espelho. De facto estava queimado da praia (estávamos em Setembro), também tinham verificado que era português, e comecei a achar que tinham feito de propósito para me chatear. Nunca me dei bem nos contactos com os polícias que me mandam parar na estrada. Tentei ligar para a esquadra, mas qual?, e tropeçava num linguarejar estranhíssimo, o afrikaans, misto de alemão e holandês, completamente incompreensível. Desisti e fui dormir. Na 2ª feira, não resisti a contar a história na empresa onde estava a outro português residente há muitos anos naquelas paragens. Pediu-me o papel e depois de ler esclareceu, a rir, aqui diz BLANK, que é branco em afrikaans. Foi assim que voltei a ser branco outra vez, definitivamente!
sexta-feira, abril 08, 2005
quarta-feira, abril 06, 2005
Um olhar fulminante
sexta-feira, abril 01, 2005
Viagens – Kruger Park (África do Sul)

Em 1987, eu e a minha senhora, passámos três dias na selva. A primeira noite ficámos num bungalow, no interior de um acampamento junto ao Rio dos Elefantes, perto da fronteira com Moçambique. O tratamento era de encantar, os relvados e jardins magníficos. No dia seguinte estávamos prontos às cinco da manhã para tentar ver os animais antes do nascer do sol.
Viagens - Reykjavik (Islândia)

Em meados dos anos 80, em Dezembro, um pouco antes do Natal, chegámos, eu e o Américo, ao aeroporto da Portela, de regresso da Islândia, com 10 quilos de bacalhau cada um, em embrulhos muitos bem empacotados. Foi fácil passar na alfândega sem mais diligências, bastou anunciar o conteúdo para que o funcionário sorrindo nos desejasse um bom jantar de Natal.
terça-feira, março 29, 2005
Façam o favor de sair
segunda-feira, março 28, 2005
Viagem à roda do meu nome: De carrinha.
Fiz a primária num colégio chamado Jardim Infantil Luso-Suíço; o mais parecido com mandar as filhas estudar para a Suiça que os meus pais arranjaram. Ia para a escola na carrinha do Sr. Oliveira que tinha como "hospedeira" a D. Arlete (a quem todos nós chamávamos de "Arrelete", sabíamos lá dizer Arlete. ainda hoje não sei se é assim que se escreve, deve ser francês).
O Sr. Oliveira gostava de mim, apesar de eu ser uma terrorista, e convidava-me a sentar à frente, ao pé dele. Eu assim fazia, quase sempre, porque era uma grande distinção. O Sr. Oliveira também tinha a particularidade de, sempre que a viagem ia adiantada em relação aos horários impostos, parar no jardim em frente ao cemitério dos Prazeres e deixar-nos ir brincar por uns 20 minutos, sob a vigilância dele e da D. Arlete. Ele não queria ser, nem era, só o motorista da carrinha. A carrinha do Sr. Vieira nunca teve metade da piada.
Todos os dias, de manhã e à tarde e durante anos a fio, quando eu entrava na carrinha o Sr. Oliveira dizia "Olá Inês, estás cá outra vez?"
quinta-feira, março 24, 2005
Quem gosta?...
segunda-feira, março 21, 2005
É de ir às Almas...
quarta-feira, março 16, 2005
Monte Kilimanjaro sem neve e gelo

O monte Kilimanjaro está sem neve e gelo pela primeira vez nos últimos 11 mil anos. Segundo a organização Climate Change, que distribuiu a fotografia aos ministros da Energia e do Ambiente que estão reunidos em Londres para discutir as alterações climáticas, este facto confirma a rápida mudança em curso sobre o maciço vulcânico, que tem 5892 metros e está situado entre o Quénia e a Tanzânia.



































